7 de fev. de 2012

NOMES HEBRAICOS E SEUS SIGNIFICADOS

Até que ponto um nome pode influenciar uma vida?
(imagem para fins ilustrativos extraída da internet)
Todo nome traz em si um simbolismo, uma história, um passado. nome é o que primeiro identifica uma pessoa!
Hoje em dia, muitos não têm idéia do significado de seus nomes. Alguns pais escolhem um nome para seus filhos porque gostam da maneira como soa (é bonitinho), ou porque conheceram alguém importante e desejam dar aquele nome à criança ou, ainda,  juntando o nome do pai e o da mãe formando um nome único para o filho, como: Genivaldo = Geni+Osvaldo,  Ivandira = Ivan+Jandira e assim por diante. Quem não conhece pelo menos uma dessas derivações, sobretudo entre os brasileiros?
Normalmente, as culturas que têm uma ligação mais forte com a identificação tribal é que tendem a dar mais importância ao significado dos nomes de seus filhos. Entre os orientais e afro-asiáticos, por exemplo, há a crença de que o nome dado a uma pessoa vai ajudar a moldar o seu caráter. Na cultura israelita o nome de um menino é dado em conjunto com sua Brit Milá (circuncisão ao 8º dia) e o da menina  dentro do primeiro mês de vida. Os judeus sefaraditas da Espanha, África do Norte e América do Sul têm o costume de homenagear pessoas que admiram, colocando o nome no bebê. Já os Ashkenazitas (leste europeu) tendem a dar a seus filhos o nome de alguém que já partiu. 
Muitos nomes de origem hebraica são encontrados em diversas culturas por causa da herança comum que o cristianismo, islamismo e outras religiões compartilham, através do uso das Escrituras Sagradas. 
O nome de Daniel/Dani'el (דניאל) por exemplo; é bonito e forte. "Dan", em hebraico, significa "juiz", "Dani" significa "meu juiz" e "El" é um dos nomes Sagrados do Eterno. Portanto, quando as palavras são unidas, o nome de "Daniel" ganha o significado de "El é meu juiz". Outro nome muito comum extraído da Bíblia (1a. Crônica 26:7) é Rafael/Rafa'el (רָפָאֵל).  A palavra "Rafah" significa "cura", que unida a "El" fica "Rapha'el" e significa "El cura".
O nome Miguel/Micha'el (מִיכָאֵל) é o nome de um "malach"/anjo nas Escrituras e tem sido utilizado em diversas culturas. "Mi" em hebraico significa "quem", "cha" significa "como" e, como dito anteriormente, "El", um dos nomes Sagrados. Juntando-se as palavras temos "Micha'el", ou seja, "Quem é como El". 
Outro nome associado a um anjo/malach éGabriel/Gabri'el (גַּבְרִיאֵל).  Esse nome aparece pela primeira vez no sefer/livro de Dani'el e também na Brit Chadashá, no livro de Lucas. Seu significado é "Enviado por El".
A partir dos exemplos acima é possível reconhecer um padrão, ou seja, no hebraico muitos nomes fazem referência a YHWH (יה-וה), especialmente os nomes bíblicos masculinos. A fixação "El" ou "Yah" (que também é um dos nomes sagrados) é muito utilizada. 
Vejamos, por exemplo, "Yechezk'el" (יְחֶזְקֵאל), nome do profeta cujo livro/sefer leva seu nome. Aqui a palavra "Yechezki" significa "Ele vai ser forte". Anexando-se "El", temos "Yechezk'el", que significa "El será forte", ou seja, "El" será forte na vida de alguém que recebe esse nome (certamente, esse foi o desejo de quem lhe deu esse nome). "Yechezk'el" anglicanizado torna-se Ezequiel. 
Outra maneira de se dizer a mesma coisa é "Chezkiyahu/Ezequias" (חִזְקִיָּהוּ). Aqui a raiz para forte "Chezki" inicia o nome e é seguido pelo "Yah" e o "hu", que significa "O Eterno, Ele", o nome inteiro significa "O Eterno, Ele é a minha força" ou "a minha força é o Eterno". Um outro nome que seria sinônimo destes é Uzi'el/Uzias, que significa "El é minha força". 
Mas, nem todos os nomes bíblicos estão ligados diretamente ao nome de YHWH e nem todos exaltam aspectos positivos. "Yiov"/Jó (אִיּוֹב), por exemplo, significa "oprimido".  No livro de Ruth/Rute (1:1 a 6) os nomes dados aos dois filhos de Naomi/Noemi (נעמי) significam "doente" e "fraco" (Machlon e Kilyon) e vemos que, no curso da história os mesmos não sobreviveram. Poderíamos inferir, talvez, que os nomes verdadeiros tenham sido substituídos por esses adjetivos para designar o estado em que ambos se encontravam - "doente e fraco" (?!?) ou, até, especularmos se esses nomes não poderiam ter potencializado suas debilidades. 
Na história do primeiro rei de Israel o povo pede ao Eterno um rei terreno e Este, atendendo, enviou-lhes "Sha'ul"/Saul (Sh'muel Alef/1 Samuel 8:1-21). O nome "Sha'ul/Saul/Paulo" significa "pedido ou emprestado". Aqui está um jogo de palavras: "a seu pedido". Esse nome pode, também, ter outra conotação. "Sha'ul" pode significar "dado por El" mas, não exatamente como um presente (mas, por ter sido pedido); o nome cujo significado está mais relacionado a "presente/dádiva" é "Yehonatan"/Jonata (יוֹנָתָן), "presente de El". Nas Escrituras, Yehonatan é o filho do rei Saul/Sha'ul e grande amigo do David. 
Há outras formas de se dar um nome, como por exemplo, a partir de uma característica, do nome de uma cor, uma planta, animal ou outras criaturas. "David"/Davi (דוד), literalmente, significa  "amado, querido"; "Dov" (דּוֹב) significa "urso"; "Ari" (אֲרִי) significa "leão" ou "Ari'el",  "Leão de El";"Devorah"/Débora/Debra (דְּבוֹרָה) significa "abelha"; "Shoshana"/Susana (שׁוֹשַׁנָּה), que significa "lírio". 
Existem também nomes que podem conter duplo significado.Um exemplo é o nome "Maryam/Maria" que pode significar tanto "amarga" como "louvada/elevada", obviamente, a intenção é sempre buscar o significado positivo. Há também o conceito do nome soar como alguma outra coisa.
A exemplo disto temos novamente o nome do rei "Sha'ul", que significa "pedido ou emprestado" e que, se mal pronunciado, pode soar como "sheol"/seol, cuja grafia no hebraico (sem as nekudot) é exatamente a mesma, pois não há vogais. "Sheol"/Seol, em hebraico, significa "poço/buraco" ou "inferno", o que não é uma boa associação. A grafia do nome "Sha'ul" também pode ser assemelhada a "Shu'al", que é a palavra para "raposa". Fazendo um trocadilho, Sha'ul precisa ser como uma "raposa" fora do "poço do inferno". Outra conjectura; terá esse dualismo influenciado nas lutas espirituais experimentadas por  Sha'ul haShaliach (Paulo o Emissário/apóstolo)?!
Certamente, a beleza ou profundidade de um nome não está limitada apenas a  uma concepção hebraica; algumas culturas, como mencionado, têm essa preocupação - a dar a seus filhos nomes que sejam expressivos e pelos quais possam ser representados
O que não podemos nos esquecer é que um nome hebraico, em sua essência, vem sempre carregado de simbologia e que cada uma das 22 letras do alef beit/alfabeto tem um significado especial e uma peculiaridade expressa em cada nome na Bíblia; é só buscarmos nas Escrituras os inúmeros exemplos (Bereshit/Gênesis 17:15; 35:18; Yeshaiyahu/Isaias 7:14, Sh'muel Alef/1 Samuel 1:20, etc ).
  • Em que circunstância os nomes hebraicos podem ser dados:
Normalmente, um nome passa a ser adotado nas seguintes circunstâncias: 
  1. Ao nascer, por escolha dos pais.
  2. Por ocasião de uma enfermidade grave (na cultura judaica); ou circunstâncias extremas, ex.: Benoni para Benyamim (Bereshit/ênesis 35:18). 
  3. Na teshuvah (retorno à fé Bíblica), substituindo os nomes pagãos ou aqueles cujos significados depreciam ou limitam nosso potencial. Geralmente, se um nome foi transliterado da Bíblia,  busca-se o original em hebraico. Ex.:  João passa a ser"Yochanan"; Tiago "Ya'akov"; Mateus "Matitiyahu'; Jonas "Yonah"; Isaias "Yeshaiyahu"; Samuel "Sh'muel"; Judite "Yehudit" (יהודית); Abigail "Av'gayil" (אֲבִיגַיִל); Ana "Chanah/Hannah" (חנה); Isabel "Elisheva" (אֱלִישֶׁבַע);  Eva "Chavah/Havah" (חוהe etc. 
Podemos dizer que o maior problema pelo enfrentado pelos dispersos da Casa de Israel não foi somente a assimilação, mas a ignorância. Embora muita coisa ainda persista, aqueles que têm procurado retornar à fé Bíblica (cumprimento das Mitzvot) tem buscado também restaurar alguns princípios, entre os quais, resgatar seu nome hebraico ou, através dos significados dos nomes hebraicos,  fortalecer traços de sua personalidade ou caráter.
Minha avó, por exemplo, se preocupou em me dar não só um nome Bíblico, mas dois. Todavia, a dualidade de um e o significado outro lamentavelmente tornou-o "pagão" ("Hoshia'anah Miriyam"/salva-nos Maria). 
Vi na Teshuvah uma oportunidade para adotar um novo nomede "Ya'el"/Jael (יהל) (Shoftim/Juízes 5:24). "Yahel"/Ya'el/Jael, que significa "HaShem é El". Ya'el foi uma cananita (mulher de Heber) que no período dos juízes de Israel (num momento de traições e revoltas), juntamente com Devorah (Débora) desbaratou o exército inimigo (Shoftim/Juízes 5:23 a 27).  É um nome tanto feminino quanto masculino e, dependendo da grafia - pode ganhar outro significado: "cabra da montanha". Apesar dessa dualidade, nesse tempo de teshuvah, busquei, através desse nome a força e a graça dada por YHWH àquela heroína bíblica diante das batalhas. 
  • Equívocos ao se buscar um nome Bíblico
Só porque um nome é encontrado na Bíblia não significa automaticamente que é de origem hebraica. Alguns, apesar de transliterados para o hebraico, podem ter origem pagã ou estrangeira (egípcia, babilônica, persa, grega e etc). Alguns exemplos disso são Sadraque, Mesaque e Abednego (nomes babilônicos dados a hebreus Ananias, Misael e Asarias no cativeiro ); Lucas, Filipe, Estevão, Eunice, Lídia (nomes gregos) de pessoas que se achegaram à fé em Yeshua e são mencionados na Bíblia; Assenat (Egípcio); Yitro (cananita) Yitro, também conhecido como Reu'el (רְעוּאֵל) do hebraico "amigo de El", e outros.  
Além disso, os nomes traduzidos nas Bíblias modernas não somente foram transliterados, como anglicanizad
os para se adaptarem ao idioma de cada país (Ex.Kefah/Pedro/Peter/PierreMiriyam/Maria/Mary/Marrie;Yochanan/João/John/Jean) e não basta transliterá-los para o hebraico, precisamos descobrir sua grafia original para que a essência não se perca.
  • Outro grande equívoco:- os nomes em iídiche 
O iídche é um dialeto indueuropeu, pertencente ao subgrupo germânico, adotado por judeus, particularmente da Europa Central e Oriental no segundo milênio, que o escrevem em caracteres hebraicos.  Íidiche não é hebraico!  O fato de transliterarmos um nome ou palavra para o hebraico, não torna esse nome ou palavra hebraica, apenas, a deixa "transliterada". Vejamos como exemplo uma palavra moderna, introduzida no idioma hebraico: Telefone = טלפון = (tet, lamed, fei, nun sofit).
  • Escolhendo o nome hebraico
Como vimos,  não basta apenas escolher um nome bonito, entendemos que conhecer o seu significado é fundamental, pois, o nome pelo qual uma pessoa é chamada é "um título" e pressupõe representar a sua "essência"; refletir seus traços particulares de caráter e os dons concedidos pelo Eterno.
A escolha do nome é, portanto, algo muito especial e deve ser bem pensada para que, no futuro, não traga constrangimentos na vida social. 
O site abaixo traz a origem e o significado de alguns nomes hebraicos e bíblicos e talvez possa servir de base de pesquisa para quem tem buscado um nome que o represente em sua teshuvah.


(nota): (A adoção de um nome israelita é um privilégio, muito mais do que uma necessidade. Em nosso meio, nunca forçamos ninguém a tal prática, e na realidade a maioria das pessoas é desejosa de fazer essa mudança. Alguns, inclusive, têm seu nome israelita como sua verdadeira identidade, muito mais do que o nome secular. 
Shavuah Tóv!

2 de jan. de 2012

Existe Promessa de Uma Morada Nos Céus?

Leitura Responsiva: Salmo 37:1-11
" Os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens" ( Sl. 115:16)
As igrejas em geral a nível mundial crêem que irão passar algum tempo no céu ( 3,5 anos, 7 anos, 1000 anos ou a Eternidade). A crença de uma morada nos céus, não tem fundamento bíblico e nem na fé dos primitivos cristãos. Na verdade, não passa de uma filosofia pagã herdada porCatólicos e Protestantes.
Na ressurreição não seremos semelhante aos homens mas sim a Jesus ( Lc. 20:35-38)
  1. Que lugar Deus escolheu para a habitação do homem? É a terra o nosso limite ?
  2. (Gn. 1: 26-28 / Gn. 2:8 / Gn. 9:7; Sl. 10:18; At. 17:24-26) O homem veio do pó da terra e a terra é o seu lugar. Na terra teve habitar e cumprir os desígnios do seu criador, pois o homem é a coroa da criação. O limite do homem é a terra e isto é uma lei divina.
  3. Que é o Céu e onde é a sede do governo de Deus? Quem foi o primeiro a almejar o Céu e ocupar lugar de Deus? Entre os homens quando se manifestou a primeira vez está vontade de ir ao Céu?
  4. (Sl. 11:4 / Is. 66:1 / Mt. 5:34 / Mt. 23:22 / At. 7:49 / Is. 14:12-14 / Gn. 11:1-8) O Céu é o trono de Deus e quem deseja ir para lá deseja inconscientemente substituir a Deus, Satanás foi o primeiro a Ter está intenção, pois pecou e acabou desalojado dos Céus, e a sua luta para retornar pôs no homem o mesmo desejo e tem conseguido muitos adeptos a defender a sua causa. Com a torre de BABEL, o homem procurou alcançar o que não podia, resultado ouve confusão de línguas e todos foram dispersos.
  5. Que recompensa esperavam os servos de Deus no AT? Almejavam eles uma ida para os Céus?
  6. (Sl. 27:13 / Sl. 37:8-11;29;34 / Sl. 128: 5-6 / Pv. 2:21-22; etc.) O anelo dos religiosos é o Céu! Muitos são os que dizem que se não for para morar no Céu não vale a pena servir a Deus, (Será que nestas pessoas a um amor a Deus verdadeiramente?). A obsessão é tão grande que chegam a sonhar com o Céu, a dizer que são arrebatados, que viram no c\Céu a coroa deste e daquele, etc. O interessante é que muitos destes que contam que foram arrebatados dizem que viram belas árvores, lindos gramados, belos pássaros, etc. Isto zona verdade existe na terra e não no Céu. Os textos lidos não provam que os homens de Deus viam na terra o lar da humanidade e que o Céu pertence ao Criador.
  7. O que disse Jesus aos Judeus incrédulos a respeito de sua ascensão? Confirmou Jesus o mesmo fato para seus discípulos?
  8. (Jo. 7:33-36 / Jo. 8:20-23 / Jo. 13:33) Jesus afirmou com todas as letras que para onde Ele ia ninguém poderia segui-lo. Não foi somente aos judeus incrédulos que Ele dirigiu estás palavra mas também aos seus discípulos que com Ele estavam. Para onde Jesus iria? Para o Céu pois de lá Ele veio (Jo. 3:13 / Jo. 13:1-3). Quem procede deste mundo é da terra e para o céu não vai! Sendo os Apóstolos e os Judeus conhecedores das profecias; ninguém conseguiu saber para onde Jesus ia. Por que? Não tinham fé de uma ida ao céu!
  9. Que oportunidade teve Jesus de prometer os Céus aos Apóstolos? Por sua vez estavam os Apóstolos preocupados em ir morar no céu?
  10. (Mt. 19:27-28 / At. 1:5-6) Diante da pergunta de Pedro, Jesus teve uma boa oportunidade de falar aos apóstolos que a recompensa deles seria o Céu, mas Ele não disse. O que prometeu foi um governo terrestre e Sua volta para estar de novo com eles. A preocupação dos apóstolos era com a restauração do Reino de Israel.
  11. O que significa a expressão Reino dos Céus? Quer dizer que vamos morar no Céu?
  12. Reino dos Céus não é "reino nos céus" e isto constitui um grande diferença. E mais. As parábolas que aparecem em Marcos e Lucas e que são paralelas com Matheus, empregam a expressão "reino de Deus". Será que os escritores tinha em mente reinos diferentes? De forma alguma. As expressões "reino dos Céus"e "reino de Deus"significam uma mesma coisa: O reino de deus estabelecido na terra. A parábola do Trigo e Joio. Está parábola é do "reino dos Céus" e em que momento é feita alguma menção de uma morada no Céu ? Está parábola é uma forte prova de que Jesus vem dos Céus com poder real dado por Deus e que seu reino será na terra (Mt. 13:24,38,41 / Mt. 25:34).
  13. Existe na Bíblia alguma promessa de se morar no céu? Qual será o prêmio do verdadeiro vencedor?
(Mt. 5:3-12 / Ap. 2:7,11,17,26-28 / Ap. 3:5,12,21) O céu não foi incluído na mesa de negociação por isso não está incluído nas promessas de Deus. O que cada um terá?
Os pobres: Reino dos Céus ou Reino de Deus; Os que choram: Serão consolados; Os mansos: Herdarão a terra; Os que tem fome e sede de justiça: Serão fartos; Os misericordiosos: Alcançarão misericórdia; Os limpos de coração: Verão a Deu; Os pacificadores: Serão chamados filhos de Deus; Os que sofrem perseguição e injúrias: Reino dos Céus, etc. Nas bem-aventuranças nenhum bem-aventurado irá receber o céu por recompensa e está é a conclusão de uma verdadeira Exegese sobre o sermão da montanha. Nas cartas as igrejas da Ásia muitas coisas forma prometidas aos vencedores, (Ap. 2:7) comerão da árvore da vida; (Ap. 2:11) Não sofrerão o dano da Segunda morte ; (Ap. 2:17) Comerão do maná escondido e terão uma pedra branca; (Ap. 2:26) Terão poder sobre as nações; ( Ap. 3:5) Serão vestidos de vestes brancas; (Ap. 3:12) Serão colunas no templo de Deus e ( Ap. 3:21) Se assentarão com cristo em seu trono, o trono de Davi.
Jesus sucessor do trono de Davi ( Lc. 1:31-33 / At. 2:29-30)
Jerusalém cidade sólida ( Sl. 122:3-5)
Trono da Glória de Cristo ( Mt. 25:31)
Reino e Cristo não será destruído ( Dn. 7:14) Domínio debaixo do Céu ( Dn. 7:27)
Restarão nações após o armagedon ( Is. 24:6)
Terra nunca ficará fazia ( Ap. 20:2-3)
Reinos da terra entregues a Cristo ( Zc. 14:9)
Os salvos serão reis e sacerdotes no reino de Cristo ( Ap. 5:10)

Conclusão: Nossa herança é a terra que Deus nos deu e ninguém há de ir ao Céu pois lá é o trono do Altíssimo o nosso Deus (

Existe Promessa de Uma Morada Nos Céus?

Leitura Responsiva: Salmo 37:1-11
" Os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens" ( Sl. 115:16)
As igrejas em geral a nível mundial crêem que irão passar algum tempo no céu ( 3,5 anos, 7 anos, 1000 anos ou a Eternidade). A crença de uma morada nos céus, não tem fundamento bíblico e nem na fé dos primitivos cristãos. Na verdade, não passa de uma filosofia pagã herdada porCatólicos e Protestantes.
Na ressurreição não seremos semelhante aos homens mas sim a Jesus ( Lc. 20:35-38)
  1. Que lugar Deus escolheu para a habitação do homem? É a terra o nosso limite ?
  2. (Gn. 1: 26-28 / Gn. 2:8 / Gn. 9:7; Sl. 10:18; At. 17:24-26) O homem veio do pó da terra e a terra é o seu lugar. Na terra teve habitar e cumprir os desígnios do seu criador, pois o homem é a coroa da criação. O limite do homem é a terra e isto é uma lei divina.
  3. Que é o Céu e onde é a sede do governo de Deus? Quem foi o primeiro a almejar o Céu e ocupar lugar de Deus? Entre os homens quando se manifestou a primeira vez está vontade de ir ao Céu?
  4. (Sl. 11:4 / Is. 66:1 / Mt. 5:34 / Mt. 23:22 / At. 7:49 / Is. 14:12-14 / Gn. 11:1-8) O Céu é o trono de Deus e quem deseja ir para lá deseja inconscientemente substituir a Deus, Satanás foi o primeiro a Ter está intenção, pois pecou e acabou desalojado dos Céus, e a sua luta para retornar pôs no homem o mesmo desejo e tem conseguido muitos adeptos a defender a sua causa. Com a torre de BABEL, o homem procurou alcançar o que não podia, resultado ouve confusão de línguas e todos foram dispersos.
  5. Que recompensa esperavam os servos de Deus no AT? Almejavam eles uma ida para os Céus?
  6. (Sl. 27:13 / Sl. 37:8-11;29;34 / Sl. 128: 5-6 / Pv. 2:21-22; etc.) O anelo dos religiosos é o Céu! Muitos são os que dizem que se não for para morar no Céu não vale a pena servir a Deus, (Será que nestas pessoas a um amor a Deus verdadeiramente?). A obsessão é tão grande que chegam a sonhar com o Céu, a dizer que são arrebatados, que viram no c\Céu a coroa deste e daquele, etc. O interessante é que muitos destes que contam que foram arrebatados dizem que viram belas árvores, lindos gramados, belos pássaros, etc. Isto zona verdade existe na terra e não no Céu. Os textos lidos não provam que os homens de Deus viam na terra o lar da humanidade e que o Céu pertence ao Criador.
  7. O que disse Jesus aos Judeus incrédulos a respeito de sua ascensão? Confirmou Jesus o mesmo fato para seus discípulos?
  8. (Jo. 7:33-36 / Jo. 8:20-23 / Jo. 13:33) Jesus afirmou com todas as letras que para onde Ele ia ninguém poderia segui-lo. Não foi somente aos judeus incrédulos que Ele dirigiu estás palavra mas também aos seus discípulos que com Ele estavam. Para onde Jesus iria? Para o Céu pois de lá Ele veio (Jo. 3:13 / Jo. 13:1-3). Quem procede deste mundo é da terra e para o céu não vai! Sendo os Apóstolos e os Judeus conhecedores das profecias; ninguém conseguiu saber para onde Jesus ia. Por que? Não tinham fé de uma ida ao céu!
  9. Que oportunidade teve Jesus de prometer os Céus aos Apóstolos? Por sua vez estavam os Apóstolos preocupados em ir morar no céu?
  10. (Mt. 19:27-28 / At. 1:5-6) Diante da pergunta de Pedro, Jesus teve uma boa oportunidade de falar aos apóstolos que a recompensa deles seria o Céu, mas Ele não disse. O que prometeu foi um governo terrestre e Sua volta para estar de novo com eles. A preocupação dos apóstolos era com a restauração do Reino de Israel.
  11. O que significa a expressão Reino dos Céus? Quer dizer que vamos morar no Céu?
  12. Reino dos Céus não é "reino nos céus" e isto constitui um grande diferença. E mais. As parábolas que aparecem em Marcos e Lucas e que são paralelas com Matheus, empregam a expressão "reino de Deus". Será que os escritores tinha em mente reinos diferentes? De forma alguma. As expressões "reino dos Céus"e "reino de Deus"significam uma mesma coisa: O reino de deus estabelecido na terra. A parábola do Trigo e Joio. Está parábola é do "reino dos Céus" e em que momento é feita alguma menção de uma morada no Céu ? Está parábola é uma forte prova de que Jesus vem dos Céus com poder real dado por Deus e que seu reino será na terra (Mt. 13:24,38,41 / Mt. 25:34).
  13. Existe na Bíblia alguma promessa de se morar no céu? Qual será o prêmio do verdadeiro vencedor?
(Mt. 5:3-12 / Ap. 2:7,11,17,26-28 / Ap. 3:5,12,21) O céu não foi incluído na mesa de negociação por isso não está incluído nas promessas de Deus. O que cada um terá?
Os pobres: Reino dos Céus ou Reino de Deus; Os que choram: Serão consolados; Os mansos: Herdarão a terra; Os que tem fome e sede de justiça: Serão fartos; Os misericordiosos: Alcançarão misericórdia; Os limpos de coração: Verão a Deu; Os pacificadores: Serão chamados filhos de Deus; Os que sofrem perseguição e injúrias: Reino dos Céus, etc. Nas bem-aventuranças nenhum bem-aventurado irá receber o céu por recompensa e está é a conclusão de uma verdadeira Exegese sobre o sermão da montanha. Nas cartas as igrejas da Ásia muitas coisas forma prometidas aos vencedores, (Ap. 2:7) comerão da árvore da vida; (Ap. 2:11) Não sofrerão o dano da Segunda morte ; (Ap. 2:17) Comerão do maná escondido e terão uma pedra branca; (Ap. 2:26) Terão poder sobre as nações; ( Ap. 3:5) Serão vestidos de vestes brancas; (Ap. 3:12) Serão colunas no templo de Deus e ( Ap. 3:21) Se assentarão com cristo em seu trono, o trono de Davi.
Jesus sucessor do trono de Davi ( Lc. 1:31-33 / At. 2:29-30)
Jerusalém cidade sólida ( Sl. 122:3-5)
Trono da Glória de Cristo ( Mt. 25:31)
Reino e Cristo não será destruído ( Dn. 7:14) Domínio debaixo do Céu ( Dn. 7:27)
Restarão nações após o armagedon ( Is. 24:6)
Terra nunca ficará fazia ( Ap. 20:2-3)
Reinos da terra entregues a Cristo ( Zc. 14:9)
Os salvos serão reis e sacerdotes no reino de Cristo ( Ap. 5:10)

Conclusão: Nossa herança é a terra que Deus nos deu e ninguém há de ir ao Céu pois lá é o trono do Altíssimo o nosso Deus (

3 de nov. de 2011

A tribo de Levi e seu ofício sacerdotal



Alguns aspectos da tribo de Levi:

1) O papel dos levitas.

2) As vestes especiais dos כֹּהֲנִים (cohanim), sacerdotes.

3) "Nesse tempo o Eterno, Nosso D'us separou a tribo de לֵוִי, Levi para levar a arca da aliança do Eterno, para o servir, e para abençoar em seu NOME..." (Devarim, Deutetonômio 10:8).

4) A tribo de Levi era a única que não possuía herança na Terra Prometida, pois disse o Eterno, que Ele próprio é a herança da mesma. (Devarim, Deuteronômio 10:8-9).

5) Os לְוִיִּם (leviim), levitas tinham, entre outros privilégios:

a - Servir no santuário (Bamidbar, Números 3:6; 1Cr 15:2) ajudando nos sacrifícios (Yrmiah, Jeremias 33:18,22), na recepção de oráculos (Bamidbar, Números 3:38; 2 Melakhim, II Reis 12:9;

b - Transportar a arca da aliança (ארון ברית - aron berit);

c - A responsabilidade do ensino da lei (Devarim, Deuteronômio 31:9; 22:10);

d - Autoridade para abençoar. Grande privilégio pela associação como o Nome de D'us (Bamidbar, Números 6:27).

6) Gozavam os לְוִיִּם (leviim), levitas de alto prestígio, de elevada estima aos olhos do Eterno a ponto de lhes ser dito pelo Eterno, "... os לְוִיִּם (leviim), levitas serão meus" (Bamidbar, Números 8:14b).

7) Outro aspecto da tribo de לֵוִי, Levi é que ela teria de ser sustentada pelas outras tribos. (Bamidbar, Números 18:20-31).

. O Eterno ordenou que as outras tribos dessem o dízimo de tudo, para o sustento dos לְוִיִּם (leviim), levitas, porque eles como sacerdotes teriam que se separar e se entregar por inteiros ao Avodat HaKodesh, serviço santo. Porque se eles dividissem o seu tempo entre o serviço santo e o serviço secular, então nunca conseguiriam oferecer ao Eterno um serviço santo, perfeito e completo. Alguém poderá até pensar que os levitas eram "um bando de desocupados", mas ao contrário disso eles trabalhavam muito. 

. O Eterno também ordenou aos לְוִיִּם (leviim), levitas que dessem o dízimo dos dízimos. (Bamidbar, Números 18:26,28).

Os levitas hoje.

Carta genealógica.

8) Devarim, Deuteronômio 10:8 resume o ministério levítico, e nos aponta de modo sugestivo um plano de trabalho para nós mesmos, כֹּהֲנִים, sacerdotes e לְוִיִּם, levitas daהברית החדשה, HaBrit HaChadashah, Nova Aliança: Levar a arca da aliança, estar diante do Eterno, Nosso D'us e abençoar em Seu Nome.

A bênção que o כֹּהֵן גָּדוֹל, Cohen Gadol, Sumo Sacerdote Aarão pronunciou para os filhos de Israel:

במדבר פרק ו

כד - יְבָרֶכְךָ יְהוָה, וְיִשְׁמְרֶךָ. 

כה - יָאֵר יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וִיחֻנֶּךָּ. 

.כו - יִשָּׂא יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וְיָשֵׂם לְךָ שָׁלוֹם 

"Ievarekhekha Adonai veishmerekha.

Iaer Adonai panaiv eleikha, vichunekha.

Issa Adonai panaiv eleikha, veiassem lekha shalom."


(Bamidbar, Números 6:24-26).

24 - O Eterno te abençoe e te guarde;
25 - o Eterno faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti;
26 - o Eterno sobre ti levante o rosto e te dê a paz.


ברכת כהנים - Bênção Sacerdotal 9) Mas, os לְוִיִּם (leviim), levitas também eram punidos quando transgrediam alguma mitzvah, ordenança da Torah.

Vejam esse texto em inglês do comentário sobre a Parashah Shimini, pelo Rabino Ariel Bar Tzadok, onde ele faz uma referência ao que disse o Rabino Moshe David Valle, sobre "As mortes de Nadav e Avihu" - na página 02 (dois) desse arquivo em PDF.

Tradução:

"Rabino Moshe David Valle, o estudante superior da RaMHaL escreve no seu comentário sobre Vayikra (Avodat HaKodesh) que o pecado fundamental de Nadav e Avihu foi que eles acenderam o fogo do serviço Divino. Afinal, o fogo tinha acabado de descer do céu para queimar o altar. Estes dois jovens estavam na presença de Moshé e Aharon. Eles não estavam autorizados a oferecer incenso. Nadav e Avihu não foram ordenados a fazer qualquer coisa. No entanto, eles tomaram a iniciativa por conta própria. Nadav e Avihu fizeram o que eles achavam que era certo, sem primeiro verificar com as autoridades estabelecidas do seu pai e seu tio Aharon e Moshe. Enquanto alguns podem interpretar isso como uma coisa boa. É evidente que D'us não! Foi esta presunção em suas ações que o rabino Valle interpreta como Nadav e Avihu acenderam o fogo do serviço Divino. Rabino Valle que, como líderes do povo, Nadav e Avihu eram observados de perto pelas pessoas. O que eles fizeram poderia ser seguido pelo povo. Isso poderia ter resultados desastrosos." (Vayikra, Levítico 10:1,2).

Vejam nesse outro site o livro do Rabbi Moshe David Valle - Avodat HaKodesh ( Vayikrah)Mediante esse ato de severidade do Eterno, Nosso D'us, então, que a nossa atitude diante d'Ele seja de muita reverência, temor, obediência e consciência de nossas atribuições na grande קהל, Cahal, Congregação do Mashiach, para que não aconteça conosco o que ocorreu com Nadav e Avihu, durante o período do estabelecimento da primeira aliança, selada com sangue de animais; e também com aquilo que aconteceu com Ananias e Safira (Atos 5:1-11) já no período da segunda aliança, selada com o sangue do próprio Mashiach.

Ha shaliach Shaul, o emissário Paulo escreveu o seguinte em sua carta aos seguidores de Yeshua que residiam na cidade de Éfeso:

"E D'us os colocou na comunidade messiânica; em primeiro lugar, os emissários; em segundo lugar, os profetas; em terceiro lugar, os mestres; a seguir, as pessoas que realizam milagres; as pessoas com dons de curar; os que têm a capacidade de ajudar; os experientes em administrar; e os que falam em várias línguas. Não são todos emissários, são? Nem todos são profetas, mestres, realizadores de milagres, são? Nem todos têm dons de curar, nem todos falam em línguas, nem todos as interpretam, não é mesmo?" (I Corintios 12:28-30).

Mas, infelizmente muitos querem agir da mesma forma que Nadav e Avihu, passando a frente de quem D'us estabeleceu como líderes na Kehilah de Yeshua.

É interessante notar que o mesmo D'us que agia com severidade durante o período da primeira aliança, também age com a mesma severidade no período da nova aliança, porque o Eterno, Nosso D'us não muda e nem há n'Ele sombra de variação. (מַלְאָכִי, Malaquias 3:6; Tiago 1:17).

Isso me faz lembrar duma frase muito importante que se encontra à vista de todos os presentes na maioria das sinagogas do mundo:

O que é o Talmud





 
Os judeus acreditam que a Torá inteira (os Cinco Livros de Moshê) foi escrita por Moshê segundo ditada por D’us. Isso inclui todos os eventos nela registrados desde o tempo da Criação. Até o Devarim, que é escrito como o testemunho de Moshê, foi escrito por ordem expressa de D’us. D’us ditou o livro como se Moshê estivesse se dirigindo ao povo. [Baseado em R. Aryeh Kaplan, Handbook of Jewish Thought, vol. I, 7:22-24]

Juntamente com o texto escrito da Torá, D’us deu a Moshê uma explicação oral. Portanto, podemos falar sobre duas Torot – a Torá Escrita e a Torá Oral. Elas complementam uma à outra e um verdadeiro entendimento de ambas revelará que são a mesma. Em muitos casos a Torá (escrita) refere-se a detalhes que não estão incluídos no texto, assim aludindo a uma tradição oral. Por exemplo, a Torá declara (Devarim 12:21): "Abaterás teu rebanho… como Eu te ordenei", implicando uma ordem oral sobre o abatimento ritual. Da mesma forma, tais mandamentos como Tefilin (Devarim 6:8) e Tsitsit (Bamidbar 15:38) são encontrados na Torá mas não são fornecidos detalhes e presume-se que estarão na Torá Oral. E também, embora guardar o Shabat seja um dos Dez Mandamentos, nenhum detalhe é fornecido sobre como deveria ser guardado, e estes estão também na tradição não escrita. D’us assim declarou (Yirmiyáhu 17:22) "Manterás o Shabat sagrado, assim como ordenei a teus antepassados." [Kaplan, 9:1-5]

A Torá Oral era para ser originalmente transmitida boca a boca. Foi passada de professor para aluno de tal maneira que se o estudante tivesse quaisquer dúvidas ele poderia perguntar e assim evitar ambigüidade. Um texto escrito, no entanto, não importa o quanto seja perfeito, está sempre sujeito à má interpretação. Além disso, a Torá Oral deveria cobrir a infinidade de casos em que poderiam surgir no decorrer do tempo. Ela poderia jamais ter sido escrita por inteiro. D’us, portanto, entregou a Moshê um conjunto de leis que a Torá poderia aplicar a todo caso possível. [Kaplan, 9:8-9]
Duas páginas da Guemará
Além de receber muitas explicações e detalhes das leis, Moshê recebeu também regras hermenêuticas para derivar leis da Torá Escrita e para interpretá-la. Em muitos casos, ele recebeu também as situações nas quais estas regras poderiam ser aplicadas. Leis e detalhes envolvendo ocorrências comuns do dia-a-dia foram transmitidos diretamente por Moshê. No entanto, as leis envolvendo casos especiais, não freqüentes, foram dadas de maneira a serem deriváveis da escritura pelas leis hermenêuticas. Caso contrário, haveria o perigo de que elas fossem esquecidas. As verdadeiras leis que Moshê ensinou diretamente foram preservadas com cuidado e nunca se acha uma disputa sobre elas. No entanto, no caso das leis derivadas das regras hermenêuticas ou lógicas, disputas ocasionais podem ser encontradas. Os dois tipos de leis têm o mesmo status que as leis bíblicas e são consideradas de igual importância. Juntamente com as leis em si e as regras de derivação, D’us deu a Moshê muitas orientações sobre como e sob quais condições decretar aquelas leis. Esta é a fonte de permissão para promulgar leis rabínicas.
[Kaplan 9:20-25,29]

A Torá Oral foi transmitida de boca a boca de Moshê a Yehoshua, depois aos Anciãos, aos Profetas e aos homens da Grande Assembléia. A Grande Assembléia era liderada por Ezra no início do Segundo Templo e codificou grande parte da Torá Oral numa forma que pudesse ser memorizada pelos alunos. Esta codificação era conhecida como Mishná. Esta Mishná foi exigida para ser entregue palavra por palavra exatamente como tinha sido ensinada. [Kaplan, 9:31-33]
Durante as gerações que sucederam a Grande Assembléia, a Mishná foi expandida pela pela nova legislação e leis de casos. As controvérsias começaram a surgir, variações na Mishná dos vários mestres começaram a aparecer. Ao mesmo tempo, a ordem da Mishná foi melhorada, especialmente por Rabi Akiva. Para acabar com as disputas, Rabi Yudah, o Príncipe, redigiu uma edição definitiva da Mishná que é aquela que temos hoje. Esta foi terminada no ano 188 EC e publicada aproximadamente 30 anos depois. Dividiu a Torá sistematicamente em seis ordens e subdividiu estas ordens em tratados, com um total de 63 tratados entre as seis ordens. [Kaplan, 9:37, 39]

Ao compilar sua obra, R, Yudah fez uso da Mishná anterior, condensando-a e decidindo entre diversas questões controversas. Os Sábios de seu tempo todos participaram com suas decisões e ratificaram sua edição. No entanto, até as opiniões rejeitadas foram incluídas no texto para que fossem reconhecidas e não revividas nas gerações seguintes. [Kaplan 9:41]

Além da Mishná, outros volumes foram compilados pelos alunos de R. Yudah durante este período. Estes incluem o Tosefta que segue a ordem da Mishná, bem como o Midrashim Haláchico – o Mechilta, um comentário sobre Shemot, o Sifra sobre Vayicrá e o Sifri sobre Bamidbar e Devarim. Obras fora da escola de R. Yudah saíram com o nome de Baraita. [Kaplan 9:46-47]

Dessa vez, a prática foi para os alunos primeiro memorizarem os fundamentos da Torá Oral e então analisarem cuidadosamente seus estudos. Durante o período precedendo R. Yudah, as leis memorizadas se desenvolveram na Mishná, ao passo que a análise se desenvolveu numa segunda disciplina conhecida como Guemará. Depois que a Mishná foi compilada, estas discussões continuaram, tornando-se muito importantes para esclarecer a Mishná. A Guemara desenvolveu-se oralmente por cerca de trezentos anos depois da redação da Mishná. Finalmente, quando ficou em perigo de ser esquecida e perdida, Rav Ashi, na sua escola na Babilônia, incumbiu-se de coletar todas estas discussões e colocá-las em ordem. Foi completada no ano 505 EC. [Kaplan, 9:47-48]

Juntas, a Mishná e a Guemará são chamadas de Talmud. Ambas contêm regras legais e discussões para trás e para frente, dissecando e esclarecendo estas regras.
A comunidade em Israel compilou um Talmud no terceiro século, chamado o Talmud Jerusalém. O Talmud Babilônico foi compilado 200 anos depois e é universalmente aceito como autoritativo. Em questões de concordância, ambos os Talmuds são consultados. Quando se trata de uma disputa, o Talmud Babilônico tem precedência. Assim, o Talmud Babilônico é com freqüência chamado simplesmente de Talmud.

Na Torá Oral há dois componentes – Halachá e Agadata. A Halachá constitui cerca de noventa por cento do Talmud e quase todo os Midrashim Haláchicos. A Agadata forma os outros dez por cento do Talmud – distribuída desigualmente entre seus tratados – e praticamente a totalidade das outras obras Midráshicas.

A Halachá é a mais fácil de definir das duas categorias. Consiste de definições, fontes e explicações das Leis da Torá. A Agadata, por outro lado, consiste do mundo das idéias judaicas. Basicamente lida com os princípios da fé, filosofia e idéias éticas do Judaísmo. Além disso, inclui todas aquelas interpretações dos versículos e histórias bíblicas que não estão relacionados com a Lei Judaica; exposições da importância das leis e as recompensas e punições que elas acarretam; histórias da vida dos justos; lições em aperfeiçoamento do caráter; e até, às vezes, algo que se parece com conselhos práticos sobre assuntos mundanos, como negócios e saúde.
Agadata, em contraste com a metodologia direta e lógica da Halachá, transmite seus ensinamentos através de meios menos diretos. A Agadata é muitas vezes intencionalmente obscura e daí sua mensagem – com freqüência uma das idéias mais básicas do Judaísmo – vem revestida naquilo que parece ser parábolas, enigmas, ou mesmo conselhos práticos sem conteúdo religioso aparente. Os textos escriturais geralmente são entendidos de modo exegético em vez de simplesmente, apesar do dito talmúdico de que o simples significado do versículo é sempre verdadeiro (Talmud Shabat 63a). [Baseado em R. Aharon Feldman, The Juggler and the king, págs. xxi-xxii]
Estudo em chavruta
Resumindo, o Talmud é um complemento da Bíblia. Preenche as lacunas e explica as leis da Torá. Além disso, inclui histórias e ditos que tanto direta quanto alegoricamente oferecem a filosofia e sabedoria do Judaísmo. No entanto, o Talmud é um texto difícil de ler porque contém muitas discussões (que ocorreram durante centenas de anos) na forma de prova e refutação . As progressões lógicas se prestam a citações fora do contexto que representam uma presunção que pode ser derrubada em seguida.

O Talmud e a Torá

O Judaísmo considera a Torá sua obra mais sagrada, Divina, e as leis bíblicas são consideradas mais importantes. O Judaísmo vê a Torá (os Cinco Livros de Moshê) como a palavra literal de D’us. Os Profetas (Yehoshua, Shemuel, Melachim, Yeshayáhu, Yirmiyáhu, Yechezkel e os Doze Profetas) são as palavras divinamente inspiradas dos profetas ao povo e as Sagradas Escrituras (Tehilim, Mishlê, Job, Shir Hashirim, Rut, Echá, Cohêlet, Esther, Daniel, Ezra e Divrê-Hayamim) são as palavras divinamente inspiradas dos profetas para serem inscritas. A Torá é o livro mais sagrado do Judaísmo e é tratada com respeito especial. O que se segue foi extraído do Kitzur Shulchan Aruch (Código resumido da Lei Judaica) nas leis sobre o tratamento a um Rolo de Torá.

Kitzur Shulchan Aruch 28:33


Uma pessoa é obrigada a tratar um Rolo de Torá com grande respeito e é louvável que se designe para ele um lugar especial e que este local seja respeitado e embelezado. Não se deve cuspir em frente a um Rolo de Torá e não se pode segurá-lo sem um tecido [entre o Rolo e as mãos nuas]. Aquele que presencia um Rolo de Torá sendo carregado deve se levantar até que o Rolo seja colocado em sua posição ou até que a pessoa não possa mais vê-lo.

Similarmente, tratamos o Chumash com tanto respeito que nenhum livro pode ser colocado em cima dele. Nem mesmo um Livro dos Profetas pode ser colocado em cima de uma Torá [Talmud Meguilá 27a].

Sob uma perspectiva legal, as leis bíblicas são mais importantes que as leis rabínicas.

Talmud Shabat 128b

Remover um utensílio de sua função preparada é uma proibição rabínica, causar dor a animais é uma proibição bíblica. A proibição bíblica supera a proibição rabínica.

Vemos o mesmo em Talmud Pessachim 9b, que somos mais severos com as leis bíblicas que com as leis rabínicas. No Talmud Pessachim 4b, Eiruvin 30, e Ketuvot 28b, o testemunho de crianças é visto como aceitável somente pelas leis rabínicas, mas não pelas leis bíblicas porque estas têm exigências mais severas. Em Talmud Berachot 21a vemos que quando em dúvida se um mandamento bíblico foi cumprido, a pessoa deve repeti-lo, mas se estiver em dúvida sobre o cumprimento de um mandamento rabínico, não há necessidade de repeti-lo. Uma idéia similar é repetida em Talmud Avodá Zará 7a – quando há duas opiniões sobre um mandamento bíblico seguimos a opinião mais severa, mas quando há duas opiniões sobre um mandamento rabínico seguimos a opinião mais leniente. Qualquer pessoa que esteja familiarizada com o raciocínio talmúdico reconhece imediatamente o ridículo da alegação de que o Judaísmo considera o Talmud mais importante que a Bíblia.

Não apenas a Bíblia é importante para os judeus, como o Talmud nos diz que somos obrigados a estudá-la.

Talmud Avot 5:21

Ele [R. Yehuda ben Teima] costumava dizer: Aos cinco anos nas Escrituras, aos dez anos na Mishná, aos treze anos nos Mandamentos, aos quinze anos na Guemará…
No entanto, o estudo da Bíblia pode começar aos cinco anos de idade, mas o Talmud nos diz que deve permanecer como uma grande parte de nossa rotina diária de estudo.

Talmud Kidushin 30a

Um homem deve sempre dividir seus anos em três – um terço em Escrituras, um terço na Mishná e um terço no Talmud. Quem sabe quanto tempo ele viverá? Portanto seu dia deve ser dividido em três.

De fato, Talmud Berachot 8b nos diz que um judeu deve revisar uma porção da Torá duas vezes por semana, e novamente em tradução e terminar a Torá a cada ano.
Não há dúvida de que a Bíblia, como Lei Escrita, é o centro do Judaísmo, e que embora o Talmud possa conter discussões sobre a Lei Oral, a Bíblia tem precedência.

O REI SÁBIO

Era um rei muito jovem e muito sábio, Salomão. Seu pai, o rei David, pouco antes de morrer, convocou a Corte e anunciou aos seus príncipes: "De todos os meus filhos (porque muitos me deu o Senhor), Ele escolheu Salomão para herdar meu trono".
O novo rei mal entrara na adolescência, como disse seu pai: "Ainda é moço e muito tenro", e ele próprio, Salomão, implorando a proteção divina: "Sou ainda menino pequeno, não sei sair, nem entrar". Compreendia, assim, a grande responsabilidade que teria de arcar, governando um povo numeroso, e recorria ao Senhor para que o orientasse. E foi ouvido.
Uma noite, em sonhos, uma Voz lhe falou: "Pede o que desejares, que serás atendido". Deslumbrado, o moço implorou: "Dá-me um coração entendido e sábio para julgar e discernir entre o bem e o mal". Ouviu então a promessa do Altíssimo: "Já que não pediste grandezas, nem a morte de teus inimigos, terás um coração tão sábio que antes de ti, nem depois de ti, ninguém te igualará. E terás riqueza e glória como nenhum outro rei jamais teve ou terá".
Assim começou Salomão, imbuído da Centelha Divina, o seu reinado. Era um rei pacífico - "homem de repouso" - e logo conquistou a amizade e admiração dos outros reis. Cumulavam-no de presentes valiosos, que vinham acrescer as riquezas já abundantes no reino.
Um dos seus primeiros atos foi construir o Templo, como lhe ordenara seu pai. Para isso procurou o rei de Tiro, a fim de que lhe fornecesse cedro, dando-lhe em troca gêneros alimentícios. Também contratou "um homem que soubesse lavrar, cinzelar, trabalhar com ouro, prata, bronze, ferro..." E veio Chiram, da tribo de Naftali, "capaz para toda obra de buril e para todas as engenhosas invenções".
Nas mãos abençoadas de Chiram foi entregue a construção do Templo. Edificaram-no no Monte Moriá, em Jerusalém. As paredes externas eram erguidas com pedras polidas que se encaixavam umas nas outras, sem necessidade do uso de qualquer ferramenta. Dentro, as salas eram revestidas de cedro, com adornos de flores em relevo. Duas majestosas esculturas de querubins, ambos de asas abertas, dominavam o ambiente. Onde quer que a vista parasse, encontrava uma obra de arte. Por toda parte brilhavam ouro e pedrarias, nunca houve obra tão suntuosa.
No fim de sete anos, terminado o templo, o rei Salomão fez construir dois palácios, um para a sua esposa, o outro para residência do rei. Este, magnificente. Não só o prédio impressionava pela beleza dos detalhes que o decoravam, exterior e interiormente, como pela pompa do mobiliário, a começar pelo trono, todo em marfim e ouro. Ao mesmo tempo em que o reino nadava em prosperidade, voava a fama de sabedoria do rei Salomão. Eram sobretudo surpreendentes suas decisões nos casos de julgamento de contendores. Ficou na história, imutável através dos séculos, a questão de duas mulheres que disputavam um recém-nascido, já que o filho de uma delas havia morrido durante a noite.
- É meu! - uma gritava. - Mentira! - desmentia a outra. - É meu! O rei ouviu as diferentes versões contadas por ambas, refletiu um momento e logo ordenou aos seus guardas: "Tragam-me minha espada. Vamos cortar ao meio a criança e cada uma fica com a metade".
- Muito bem! Nem eu, nem ela! - Regozijou-se uma das mulheres, ao passo que a outra, ajoelhada, implorava: "Não! Dê-lhe o menino mas não o mate".
- Esta é a mãe - decidiu o rei, entregando-lhe a criança. - Mulher, toma teu filho. Já então se propagava tanto a sabedoria do rei Salomão, como o esplendor de seu reino.
A rainha de Sabá, incrédula, foi pessoalmente visitar o rei, para ver, com os seus olhos, o que escutava sobre o fausto que o rodeava, e, ouvindo-o, comprovar sua sabedoria. Trouxe-lhe, além de presentes fabulosos, uma lista de perguntas enigmáticas e até então insolúveis. O rei respondeu a todas, uma a uma, judiciosamente. Impressionada, a rainha declarou: "Rei supremo, sobrepujaste a fama divulgada da tua grande sabedoria".
A seu exemplo, outros reis vinham à corte de Salomão para o consultar e maravilhar-se com a abundância dos seus haveres. Tudo era abundante. Os serviçais, vestidos num luxo espetacular, que surpreendeu a rainha de Sabá, eram inúmeros. Nas estrebarias, 400 cavalos relinchavam, enquanto não atrelados às numerosas carruagens.
O rei Salomão não perdia suas horas livres em ociosidade. Aproveitava esse tempo para elevar o espírito às regiões espirituais, filosóficas e poéticas. Do fausto do seu reinado restou para a posteridade o legado de um tesouro imperecível - os "Provérbios", "Cântico dos Cânticos" e "Eclesiastes". No primeiro, tinha como tema recorrente o temor a D'us. Tinha consciência de que a sabedoria perderia seu sentido se não fosse guiada, especialmente em termos éticos e morais, pelo temor a D'us - somente adquirido através do estudo da Lei e da prática de atos de bondade. Nisto, era pródigo. E D'us, Todo-Poderoso, deu-lhe provas de o perceber. Pois que foi Salomão um dos três homens na história a quem D'us prontamente atendeu. Durante a dedicação do Templo, rogou que D'us respondesse às preces dirigidas ao Templo, Sua Morada. E eis que dos Céus desce uma coluna de fogo, consumindo as oferendas colocadas em sacrifício - um sinal do atendimento Divino a seu pedido.
Das suas observações sobre o desenrolar dos tempos, concluiu que "nada é novo debaixo do sol" e, deplorando a frivolidade humana, declarou: "Vaidade de vaidades. Tudo é vaidade".shalom.