26 de out. de 2011

A rainha Ester



Foto Ilustrativa

Há muitos e muitos anos passados, havia um monarca muito poderoso que reinava desde a Índia até a Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias. Chamava-se Assuero e sua esposa, Vashti, era a mais bela mulher de toda a região. No terceiro ano do seu reinado, Assuero convidou todos os príncipes das outras províncias para lhes mostrar, durante 180 dias, a riqueza e magnificência do seu reino.
Terminado esse período, o rei estendeu o convite a todo o povo de Susan, sede do trono, para grandes festejos, durante uma semana, nos jardins do palácio. Tudo era deslumbrante e pomposo, desde as colunas de mármore e alabastro, às tapeça-rias lindíssimas, até as baixelas brilhantes, os copos de ouro, os fabulosos divãs sobre o pavimento de alabastro e pedras preciosas.

Ao mesmo tempo, a rainha Vashti reunia as esposas de todos os hóspedes do rei também para grandes festas no palácio.

No sétimo dia, como apoteose das celebrações, o rei achou que devia exibir o que possuía de mais precioso: a sua rainha. Mandou chamá-la, para ressaltar sua beleza. Ao receber o chamado, porém, Vashti firmemente respondeu: "Ah! Não, não vou. Primeiro que tudo, não sou amostra de papel, segundo estou me divertindo com as minhas amigas! Tinha graça deixá-las para me sentar como uma boneca no trono, ao lado do rei... Digam-lhe que agradeço o convite, mas não posso aceitar".

Quando os eunucos voltaram sós e, muito embaraçados, transmitiram a recusa da rainha, Assuero sentiu-se desrespeitado e humilhado ante o povo. Ao saírem os convidados, consultou os seus ministros: "Que atitude devo tomar com a rebelde Vashti?" A resposta foi unânime e imediata: "Despojá-la da coroa e coroar outra esposa. A atitude dela é imperdoável. Seguindo o seu exemplo, as outras mulheres desobedecerão os maridos e é uma vergonha para nós, porque cada homem deve ser o senhor na sua casa".

Foi difícil para Assuero tomar tal decisão. Amava muito a sua Vashti e passou bastante tempo apaixonado, chorando a sua ausência. Porém, seus ministros insistiam: urgia eleger-se outra rainha. Outra mulher tão bela como Vashti faria com que ele a esquecesse. Foram então postos editais em todas as províncias, convocando as moças do reino para que o rei escolhesse a substituta de Vashti.

Ora, havia um homem chamado Morde-chai, oriundo de Jerusalém, residente em Susan. Esse homem criara como sua a filha de um tio, órfã de pai e mãe. Chamava-se Esther. Era lindíssima. Ao saber do edital, Mordechai, achando que moça alguma poderia ser mais bela do que Esther, resolveu escondê-la. Comunicando-lhe sua decisão, recomendou: "Se fores escolhida não digas que és do povo judeu". Esther prometeu obedecer. Porque lhe obedecia em tudo. No íntimo, porém, desejava ser rejeitada porque não trocaria por trono algum a liberdade de escolher quem seu coração elegesse. Sua esperança era que o rei preferisse outra moça entre tantas e tantas que lhe eram apresentadas, cada uma por sua vez, no decorrer de anos, provavelmente. Mas o tempo passava, dias, meses, sem que Assuero coroasse nova rainha. A saudade de Vashti apagava a beleza das candidatas. Nenhuma lhe agradava.

Até que chegou Esther. E foi amor à primeira vista. "Como és linda!", repetia ele, fascinado. Esther sorria e seu sorriso iluminava o rosto moreno. Sete anos haviam passado desde a deposição de Vashti. Enfim, outra rainha, chamada Esther, ocupou o trono.

Entretanto Mordechai passava os dias andando ao redor do palácio para ter notícias da sua filha adotiva, já então rainha. Foi assim, nessas rondas, que ouviu dois eunucos confabulando sobre uma conspiração contra o rei. Imediatamente mandou comunicar a Esther. Ela tomou as providências devidas e foram punidos aqueles que tramavam derrubar Assuero. Essa atitude de Mordechai foi anotada nas "Crônicas Diá-rias" do reino.

Por esse tempo, a pessoa mais importante no reino, depois do rei, era Haman, que gozava de poderes especiais, recebendo honrarias, entre elas, por lei, que todo indivíduo se curvasse e se prostrasse à sua passagem. A lei era rigorosamente cumprida. Todos curvavam-se, prostravam-se, com exceção de uma pessoa: Mordechai, que não dava a menor importância a Haman. Ao notar o desdém de Mordechai, Haman encheu-se de ódio, não somente contra ele, mas contra todos os judeus. Denunciou os judeus a Assuero, acusando-os de terem costumes próprios e não obedecerem as leis do rei e aconselhando-o a exterminá-los. Conseguiu que Assuero ordenasse, em todas as províncias do reino, que todos os judeus adultos e crianças fossem executados em um só dia.

Ao ouvir a notícia da tragédia que ele próprio provocara, Mordechai correu para Esther, mandando que ela fosse suplicar ao rei piedade para o seu povo. Era uma ordem difícil de ser cumprida, porque ninguém tinha o direito de entrar no pátio que precedia o salão do rei sem ser por ele convocado, e quem o ousasse seria morto. Mas Mordechai insistiu: "Tens que ir, não penses que escaparás à chacina que ameaça todos os judeus".

E Esther criou coragem. Primeiro convocou seu povo, com a ajuda de Mordechai, pedindo a todos os judeus que jejuassem para ajudá-la em sua difícil missão. A seguir, vestiu-se com os paramentos reais e postou-se no pátio em frente ao salão real. Vendo-a, Assuero sorriu, acenando o cetro como sinal de que a receberia. Chamou-a para que se aproximasse. Perguntou-lhe, ternamente: "O que tens, rainha Esther, qual é a tua petição? Até metade do reino te será dado". Então Esther respondeu que apenas vinha convidá-lo para um jantar em que Haman também comparecesse. O rei aceitou, rindo-se de tão simples petição.

Quando recebeu o convite, Haman rejubilou-se. Achava-se tão importante que até a rainha o distinguia, convidando-o junto com o rei. "Mas", disse à sua esposa e aos filhos, "tudo isto não me satisfaz enquanto vir Mordechai sentado à porta do palácio". "Então mande enforcá-lo", falaram todos. Era justamente o que aconteceria em breve, esperava Haman; não só Mordechai; mas todo o seu povo deixariam de existir.

Aconteceu que, nessa mesma noite, o rei, insone, pediu que lhe lessem as "Crônicas Diárias" onde era assentado tudo o que acontecia no palácio. Ao ouvir o caso da conspiração tramada contra ele e de como Mordechai o salvara, quis saber que recompensa tinham dado a esse homem. "Nenhuma", responderam. Nesse momento chegou Haman e o rei consultou-o: "Que se fará ao homem a quem o rei está agradecido?" Pensando que esse homem só poderia ser ele, Haman propôs: "Que esse homem vista o traje real, use a coroa, monte o cavalo do rei e seja levado pelas ruas, apregoando-se: "Assim se faz ao homem a quem o rei está grato".

"Então", disse Assuero, "apressa-te, veste Mordechai e leva-o pelas ruas, como disseste". E Haman teve que cumprir as ordens do rei. Mas terminado o passeio pela cidade, voltou para casa furioso e contou à família o que lhe havia acontecido. "Como devo vingar-me?" perguntou à esposa, e ela falou assim: "Se Mordechai, perante quem já começaste a cair, é da semente dos judeus, não vencerás, mas certamente cairás perante ele".

No dia seguinte, quando se realizava o banquete de Esther, com a presença do rei e de Haman, Assuero perguntou novamente: "Qual é a tua petição, rainha Esther? E qual o teu requerimento? Até metade do reino te será dado".

Esther ergueu-se para dar mais ênfase às suas palavras: "Dê-me minha vida como petição e a do meu povo como requerimento. Porque estamos vendidos, eu e meu povo, para sermos destruídos".

O rei também levantou-se indignado: "E onde está aquele cujo coração o instigou a assim fazer?" E disse Esther, apontando para Haman: "O homem, o inimigo, o opressor é este".

Surpreendido e abalado por essa revelação contra o homem que ele mais prezava, Assuero retirou-se para o jardim. Então Haman atirou-se aos pés de Esther, pedindo misericórdia. Ao reentrar, Assuero, deparando com Haman ajoelhado diante de Esther, gritou-lhe colérico: "Porventura também queres forçar a rainha na minha própria casa? Guardas! Prendam este homem!"

Nesse mesmo dia, a pedido de Esther, o rei revogou a lei que decretava o extermínio de todos os judeus. E mandou chamar Mordechai; deu-lhe o anel que havia retirado de Haman, empossando-o na posição que o inimigo ocupara. Mordechai saiu do palácio usando o manto azul e branco, levando, na cabeça erguida, a coroa de ouro.

Seu primeiro ato como ministro foi decretar que os judeus preservassem como feriado, para sempre, os dias 14 e 15 do mês de Adar, dias esses em que a tristeza se transformou em alegria. Que os celebrassem com banquetes, troca de presentes entre a família e amigos, e dádivas aos pobres. E como nesses dias foi decidida a sorte dos judeus, os mesmos fossem chamados Purim, plural de pur, sorte, em hebraico.

Milênios são passados e milênios virão em que se celebra Purim como mandou Mordechai, com festas, trocas de presentes e donativos aos necessitados. E, ainda, a escolha da Rainha Esther entre as moças mais belas da comunidade.

Sultana Levy Rosenblatt
Mc Lean, Virgínia.
 

Os milagres do profeta Elisha




Foto Ilustrativa

Discípulo e sucessor de Eliahu Hanavi, Elisha serviu seu povo por 60 anos, tendo realizado mais milagres do que qualquer outro profeta e o dobro dos realizados por seu grande mestre.Ele teria realizado dezesseis; Eliahu, apenas oito. Diz o Zohar que "Elisha teve méritos, neste mundo, não igualados por nenhum outro profeta - exceto Moisés".Na verdade, a narrativa da história de sua vida, no Livro dos Reis, é basicamente o registro de uma série de eventos e atos sobrenaturais. Elisha viveu no Reino de Israel, no século VII antes da Era Comum, época turbulenta em que a Terra de Israel estava dividida entre os reinos de Israel, ao norte, e Judá, ao sul. Além disso, apesar dos esforços do profeta Eliahu, os Filhos de Israel ainda não haviam abandonado as práticas idólatras introduzidas por Jezebel, esposa do rei Achav.
Com a subida de seu mestre aos Céus, cabe a Elisha dar continuidade à missão de fazer Israel entender que D'us é Um e Único e que somente Ele é o Juiz Supremo. Através de demonstrações de Seu poder, de Sua justiça e de Sua misericórdia, D'us queria forçar até os mais céticos entre Seus filhos a abandonar as práticas idólatras e reconhecer que Ele era D'us Todo Poderoso, tanto nos Céus quanto na Terra. Para cumprir sua missão, Elisha começa a viajar pela Terra de Israel, acompanhado de alunos e discípulos, voltando a todos os lugares onde estivera com Eliahu. Por onde passa, opera milagres, provando assim que sucedia o mestre. Todas as narrativas que o envolvem servem para reafirmar que a Força e Poder Divino regem tudo o que existe na natureza.
Apesar de sua intensa atuação pessoal e política junto a Israel, Elisha, diferentemente de Eliahu, efetua a maioria de seus milagres sobre pessoas comuns: famintos, pobres, uma viúva com problemas financeiros, uma mulher sem filhos, um doente, um jovem que falecera. O Livro dos Reis revela a grandeza de Elisha, descrevendo sua imensa compaixão.

O manto da profecia

Elisha, filho de Shafat, rico proprietário de terras em Abelmecholá, escolhido por D'us para suceder Eliahu, arava o campo quando o mestre o viu pela primeira vez. De imediato, o profeta joga sobre os ombros do jovem o próprio manto e, com aquele sinal, tornava o agricultor seu discípulo. Este imediatamente abandona tudo, seus familiares, suas posses, para dedicar-se a D'us e acompanhar Eliahu, seu novo mentor, quase um pai.
Os dois se tornam inseparáveis por quase dez anos e, quando chega o momento em que o mestre deve deixar este mundo, seu fiel discípulo o acompanha. Não aceita, de forma alguma, deixá-lo partir só. Ambos são seguidos à distância por 50 profetas, também discípulos de Eliahu. D'us queria que este lhes concedesse sua aura de profecia antes de partir.
A despedida entre mestre e discípulo predileto ocorreu nas proximidades do rio Jordão, perto de Jericó. Ao alcançarem as margens do rio, percebem que as águas haviam subido, de um momento a outro. Como o atravessariam? Os discípulos observavam atentamente o mestre. Este, com um gesto de seu manto, abre as águas do rio e o atravessa, com Elisha.
Ciente de que o discípulo querido sofreria muito com sua partida, para consolá-lo e retribuir-lhe a lealdade, Eliahu pergunta o que pode fazer por ele antes da inevitável separação. E Elisha diz: "Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim". Pedia uma porção dupla do Espírito Divino, ou seja, o dobro do espírito e força moral do mestre. Segundo os sábios, Elisha pedia que D'us lhe concedesse o mérito de realizar o dobro dos milagres que Eliahu obrara enquanto vivo.
E foi o que aconteceu. Enquanto os dois seguiram, conversando sobre a Torá, "eis que uma carruagem de fogo, com cavalos de fogo aparta-os, um do outro" Ao ver seu mestre subir aos Céus, em um redemoinho de fogo, Elisha exclama: "Meu pai, meu pai, carruagens de Israel e seus cavaleiros" (Reis II, 2-11 e 12). Referia-se às preces de Eliahu HaNavi, um dos dez homens que entraram vivos no Gan Éden e que tinham o poder de proteger os Filhos de Israel mais do que as carruagens e seus cavaleiros (Targum Yonatan).
"Pedes-me algo difícil", responde, "pois como te daria mais do que tenho?" "Mas", acrescenta, "se me vires quando for tomado de ti, então poderás ter uma porção dupla do meu espírito" (Reis II, 2-10). Nossos sábios explicam que na hora em que estivesse para deixar a vida terrena, Eliahu estaria em um nível espiritual duas vezes mais elevado do que quando era simples mortal, podendo assim atender o pedido de Elisha. E, se este presenciasse sua partida, significaria ter atingido um nível espiritual adequado para merecer "a dupla porção" do espírito do grande Eliahu HaNavi.
Ao subir aos Céus, Eliahu deixa cair seu manto, sinal do poder que lhe conferira O Eterno. O discípulo recolhe, recebendo assim, o poder profético do Mestre. Elisha se dirige às margens do Jordão, onde pede a D'us que sua oração seja aceita. Pede que também por seu intermédio D'us opere milagres e que, conforme lhe fora prometido, repouse nele o "dobro do espírito" de Eliahu. Em seguida, toma o manto deste e bate o mesmo sobre as águas. E estas se dividem de um lado e de outro, permitindo-lhe atravessar o rio.
Este é o primeiro sinal da "porção dobrada". A primeira vez em que as águas se dividiram fora pelo mérito de dois homens devotos; desta vez, unicamente pelo mérito de Elisha.
Os profetas que os haviam seguido, à distância, e aguardavam, não viram a subida de Eliahu aos Céus. Mas, ao ver as águas recuarem, dividindo-se, disseram: "O espírito de Eliahu repousa sobre Elisha!" (Reis II, 14-15). Reconheciam, pois, nele, o sucessor do mestre, o profeta supremo daquela geração; e se submetem à sua autoridade.

Purificação da água

Logo após ser Elisha reconhecido como sucessor de Eliahu, os habitantes de Jericó acorrem a ele para se queixar que as águas da cidade eram "ruins". Como não eram potáveis, eles eram obrigados a trazer água de longe. Declarando agir por ordem Divina, Elisha joga sal n'água, limpando-a das impurezas e a tornando límpida e pura. Ensinam nossos sábios que aquele era "um milagre dentro de um milagre - ness betoch ness, pois, de modo geral, o sal torna a água menos potável" (Rashi). E embora o sal "estrague" a água, tinha sido usado por D'us como instrumento. Assim, a fama de Elisha começa a se espalhar. Ao deixar a cidade, o profeta é insultado por um grupo de jovens que lhe gritam zombarias e ofensas: "Vai embora, calvo! Vai-te daqui!". Zombavam de Elisha por ser diferente de Eliahu, que era ba'al Seiar - possuía vasta cabeleira e pelos no corpo. Queriam dizer, com isso, que ambos não estavam no mesmo nível e que, portanto, o discípulo não seria capaz de tomar o lugar do mestre (Metzudat David, Malbim).
Elisha percebe que zombavam não apenas dele, mas de seu grande mestre, também. Percebendo a maldade de sua intenção, olhou-os, irado, pois sabia que a humilhação sofrida por um profeta podia afetar negativamente o comportamento do povo e os amaldiçoou, em Nome do Eterno. Subitamente, duas ursas saem da floresta e se atiram sobre os rapazes. Mas atacam apenas aqueles que, mesmo vendo que Elisha se zangara, continuaram a escarnecer dele.

A viúva de Ovadia

Outra passagem no livro dos Reis registra mais um de seus milagres. Um dia, a viúva do profeta Ovadia o procura, suplicando que a ajude, pois estava sendo pressionada por seus credores. Na época de Eliahu, Jezebel, esposa de Achav, soberano do Reino de Israel, perseguia os profetas. Arriscando sua própria vida, Ovadia escondera cem deles em cavernas. Sua viúva conta a Elisha que, como o marido usara tudo o que possuía nessa mitzvá, ela estava endividada e seus filhos poderiam ser levados como escravos.
O profeta pergunta à mulher o que ainda lhe restava, ao que ela responde: "Apenas um pouco de azeite". Ele a instrui para pedir emprestado a todos os conhecidos, vizinhos e amigos o maior número possível de vasilhames. Com um único ato milagroso, ela poderia pagar as dívidas e garantir seu sustento no futuro. Ao reunir 395 de tais utensílios em um quarto, o azeite começa a jorrar milagrosamente da botija original que D'us transformara numa fonte e a viúva põe-se a encher os recipientes. Quando as ânforas vazias acabam, Elisha diz: "Vai, vende este azeite e paga tua dívida e, com o restante, vivereis, tu e teus filhos!" (Reis II, 4 e 7).

A mulher shunamita

Vivia em Shunam uma mulher, bondosa e rica, que recebia muitos hóspedes em sua casa. Era casada e não tinha filhos. Toda vez que Elisha passava pela cidade, em suas andanças, ela o retinha para lá comer pão. Percebendo que se tratava de um "santo homem de D'us", destinara-lhe um lugar especial em sua casa. Em uma de suas viagens, querendo expressar-lhe gratidão, Elisha pergunta o que poderia fazer por ela. Humildemente, a mulher responde que nada lhe faltava. Guechazi, ajudante de Elisha, intervém e conta que ela não tem filhos, ao que Elisha profetiza: "A este tempo, no ano vindouro, abraçarás um filho em teus braços". A mulher percebe algo diferente nas palavras do profeta, pois ele não dissera "terás" um filho nem falara "em nome de D'us". Pede, então, que se fosse digna de recompensa, que esta viesse por inteiro e não pela metade.
Como profetizado por Elisha, ela engravida e tem um filho. O filho cresceu sadio até que um dia, enquanto trabalhava com o pai, o jovem sentiu-se mal. Ao ser levado para casa, falece nos braços da mãe. A mulher coloca o filho no quarto de Elisha, na cama do profeta, e o cobre, sem avisar a ninguém, nem mesmo ao marido, sobre a morte do rapaz. Imediatamente saiu em busca do profeta e, ao encontrá-lo, jogou-se a seus pés. Revelando o acontecido, diz: "Pedi ao senhor um filho? Não, não me iludas" (Reis II, 4-28). Perder algo tão precioso era bem pior do que nunca tê-lo tido.
Elisha entrega seu cajado a Guechazi, o ajudante, e pede-lhe que vá à frente, para ressuscitar o menino. Mas a mulher insiste que o profeta vá, ele mesmo, trazer seu filho de volta à vida. Elisha chega à casa e fecha-se no quarto. Põe-se a orar, suplicando ao Eterno que reavive o menino. Foi este o único milagre de Elisha para o qual foi preciso rezar, porque só D'us pode re-insuflar vida nos mortos. Deita seu corpo sobre o do menino e põe sua boca sobre a dele, repetindo sete vezes esta ação. E o menino abriu os olhos - estava novamente vivo. Ele se tornou o profeta Habakuk (que quer dizer "abraçar").

O general sírio

O décimo milagre de Elisha envolve o general Naaman, chefe do exército do rei Aram. Era homem valente e honrado, mas sofria de lepra. Uma das ajudantes da casa era judia e o aconselha a ir ver o profeta Elisha, em Shomron (Samaria), Israel, "pois ele o curaria de sua enfermidade". E assim o general dirige-se à presença do profeta, acompanhado por uma grande comitiva, com presentes e riquezas, para o impressionar.
Ao chegarem, Elisha não sai para recebê-los, como esperava o general. Dispõe-se, contudo, a ajudá-lo para santificar o Nome de D'us.
Um mensageiro transmite ao general as palavras do profeta: "Vai e mergulha sete vezes no rio Jordão e tua carne será restaurada e ficarás puro" (Reis II, 5-10). Apesar de ficar indignado com o comportamento do profeta, Naaman faz o que lhe fora ordenado, mergulhando sete vezes no rio Jordão. Imediatamente ficou curado.
Volta até o profeta e, humilde, reconhece a grandeza do milagre de que fora merecedor. Naaman pede permissão para levar consigo um pouco da terra sagrada de Israel para construir, em sua cidade, um altar para o Todo-Poderoso, D'us de Israel, Aquele que era Único e a Quem, unicamente, ele agora reverenciava.
Apesar da insistência, Elisha não aceita nenhuma recompensa de Naaman, pois sendo um homem justo não queria pagamento por uma cura obtida por via milagrosa (Reis II, 12:16). Um de nossos sábios, Ralbag, explica que um profeta só pode aceitar recompensa por um milagre se este resultar de uma ação própria e não de intervenção Divina.
Mas Naaman, na sua volta, encontra Guechazi, ajudante de Elisha. De olho nas riquezas do general sírio, o ajudante inventa que o profeta mandara pedir ouro e dinheiro para ajudar alguns alunos. Naaman lhe entrega o dinheiro que ele, então, esconde. Ao encontrar Guechazi, Elisha o enfrenta e diz que enquanto o objetivo do milagre era santificar o Nome do Eterno, ele fizera exatamente o oposto. Amaldiçoa-o, então, com a lepra de Naaman, caindo essa terrível doença sobre ele e seus filhos, que o tinham apoiado no plano maldoso. Segundo nossos sábios, Elisha foi demasiado rigoroso com Guechazi.

A emboscada de Elisha

Outro episódio confirma a força do profeta. O rei da Síria, que estava em guerra contra Israel, queria levar Elisha a seu país, para que este não mais ajudasse o rei de Israel. Para isso, envia tropas, cavalos e carruagens até Dotan, onde se encontrava o profeta. Ao perceber o que estava acontecendo, este diz para os que o acompanhavam: "Não temai porque mais são os que estão conosco do que os estão com eles" (Reis II, 6-16). E pede ajuda a D'us. Pede ao Todo-Poderoso que "cegue os soldados" para que percam a orientação do lugar em que estavam. Como haviam chegado na escuridão, poderiam confundir-se com o caminho.
"E D'us os feriu com cegueira, conforme a palavra de Elisha" (Reis II, 6-18). Nesse instante, o profeta lhes diz: "Não é este o caminho nem é esta a cidade. Segui-me e vos guiarei ao homem que procurais". E os guiou até Shomron. "Assim, conduz o exército sírio de Dotan para Shomron, onde seus homens são cercados e aprisionados".
Ao ver o milagre ocorrido, o rei de Israel aceita a autoridade de Elisha, passando a seguir-lhe os conselhos.
Sob as ordens de Elisha, liberta os soldados presos. Afirmam nossos sábios que a emboscada que Elisha armara foi mais eficaz de que todas as guerras de Yehoram, filho de Achav, rei de Israel, pois por um bom tempo não mais entraram tropas de Aram na Terra de Israel para assaltar e saquear.

Milagre da farinha

Após este incidente, o rei de Aram vendo que já não podia vencer Israel com táticas de guerrilha, cercou a cidade de Shomron. Era um período de extrema fome na região. Desesperado com a situação do povo, o rei de Israel vai ao encontro de Elisha. Vendo-o aflito pela sorte de seu povo, o profeta o recebe e lhe diz que sempre há esperanças e não se deve desesperar. "Ouvi a palavra do Eterno", diz Elisha. "Amanhã, aproximadamente a esta hora, o preço da farinha em Shomron será drasticamente reduzido" (Reis II, 7-1). Um dos generais não acredita no profeta e interrompe o diálogo deste com o rei, com zombarias, e Elisha lhe diz: "Tu verás, mas não aproveitarás".
Ao lado dos portões da cidade, estão sentados quatro leprosos: Guechazi e seus três filhos, que tinham sido impedidos de permanecer em seu interior. Com fome, resolvem entrar no acampamento dos sírios. Ficaram muito surpreendidos por encontrá-lo vazio. No início da noite, D'us havia feito com que os sírios ouvissem um barulho inexistente. Imaginando que o rei de Israel contratara tropas hititas e egípcias para lutar contra eles, tinham fugido em pânico, deixando tudo para trás, até mesmo os animais. Ao se deparar com roupas, comida e abundantes provisões, os quatro decidem avisar os demais. Então, todo o povo entra no acampamento sírio, saciando sua fome. E assim como profetizara Elisha, o preço da farinha caiu. Aquele que havia zombado do profeta, não conseguiu aproveitar. Viu cair o preço do trigo, como aquele lhe dissera, mas morreu pisoteado pelos outros enquanto guardava o portão.

A morte de Elisha

Em seu leito de morte, o profeta realiza mais um milagre para ajudar os Filhos de Israel. Seu rei, Yoash, procura-o e roga por sua intervenção contra o rei Aram, inimigo dos judeus. Elisha ordena-lhe que abra a janela em direção ao Leste e coloca suas próprias mãos sobre as do rei Yoash, e juntos atiram uma flecha em direção a Aram. Em seguida, pede ao rei que atire mais flechas no chão. Este atira, então, somente três flechas. Furioso, Elisha o repreende: "Tivesses atirado seis ou sete, terias vencido Aram de uma vez por todas. Da maneira como agiste, apenas o derrotarás em algumas batalhas, mas jamais eliminarás totalmente sua ameaça". E assim foi.
Nachmanides explica que para se atingir totalmente os objetivos, as forças espirituais precisam ser trazidas ao mundo físico e expressas em termos tangíveis. Até que se faça isso, as tarefas estarão inacabadas.
Elisha morreu no décimo ano do reino de Yoash. Grandes multidões sepultaram o profeta que servira Israel como líder espiritual por mais de 60 anos.
Após sua morte, Israel foi castigado por tropas moabitas das quais, quarenta anos antes, Elisha salvara o povo.

Neviím Os Porta-vozes do Divino.

A 2ª categoria dos livros que compõem o "Tanach" (ABíblia Judaica) sãoos "Neviím"(Os Profetas).
Eles estiveram presentes durante toda a história Bíblica, começando porMoisés, que foi o primeiro e o maior de todos eles.
O "Nabi" (O Profeta) falava em nome de D'us, era o porta-voz, o instrumento pela qual Ele fazia conhecer a Sua vontade. Ele trazia as comunicações de D'us, porém com suas próprias palavras.
Os "Neviím" (Os Profetas) eram considerados os mestres infalíveis com autoridade, já que eram homens a quem D'us dava a inspiração para se dirigirem ao povo, analisando os acontecimentos passados e contemporâneos, e anunciando antecipadamente o que sucederia futuramente, para instrui-los nos Seus caminhos.
As predições foram o aspecto de seu trabalho que mais impressionava o ânimo do povo, tanto que as profecias que aparecem na Bíblia são, em geral, o resumo daquelas feitas por eles.
Além de instruir o povo e proferir as predições, eles condenavam, ameaçavam, prometiam, mandavam e agiam.
O estilo profético assemelha-se muito ao estilo poético, sua linguagem quase sempre aproxima-se do sublime.
Os judeus denominaram "Profetas" aos seus autores "inspirados".

Foram chamados "Profetas Anteriores" aqueles das narrativas dos livros de:
Josué,
Juízes,
Samuel I e II,
Reis I e II,

Os três maiores, propriamente ditos, foram denominados "Profetas Posteriores":
Isaías,
Jeremias,
Ezequiel,

Os demais ficaram conhecidos como "Os Doze Profetas Menores":
Oséias,
Joel,
Amós,
Ovadia,
Jonas,
Miquéias,
Naum,
Habacuc,
Sofonias,
Ageu,
Zacarias,
Malaquias.

O período profético encerrou-se com a morte de Malaquias.

O TABERNÁCULO E SUAS TRÊS DEPENDÊNCIAS






1. ÁTRIO – Simboliza o mundo exterior e visível ou mundo físico.



2. SANTO LUGAR – Simboliza uma parte do mundo interior e invisível ou as regiões celestes, onde se travam as batalhas espirituais.



“e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Yeshua haMashiach;” (Ef.2:6).

“porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Ef.6:12).

3. SANTÍSSIMO LUGAR – Simboliza uma outra parte do mundo interior e invisível, a própria presença de D'us, seu trono ou o Céu dos Céus onde Ele habita.



“Conheço um homem em Yeshua que, há catorze anos (se no corpo, não sei; se fora do corpo, não sei; D'us o sabe), foi arrebatado até ao terceiro céu”. “Mas, depois do segundo véu, estava o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos”; “Porque o Messias não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de D'us”. (II Co 12:2; Hb 9:3,24).

· O ÁTRIO, fala do corpo do Filho de D'us, Yeshua haMashiach e seu povo, isto é, da sua Kehilá e também do mundo físico e visível dum modo geral.

· O SANTO LUGAR, fala da alma ou da vida de D'us, da alma ou da vida do Mashiach, da alma ou da vida do ser humano, e também das regiões celestiais ou do mundo psicológico (metafísico) e invisível dum modo geral.

· O SANTÍSSIMO LUGAR, fala do Ruach haShem, o Espírito de D'us, do espírito do Mashiach, do espírito do ser humano, do trono de D'us, onde Ele habita e também do mundo espiritual (metafísico) e invisível dum modo geral.


II – O CORPO DO FILHO DE D'US (YESHUA) UNIDO AO NOSSO CORPO


1. “O verbo se fez carne...” (Jo 1:14). D'us se torna visível no Mashiach Yeshua.

2. Ele foi crucificado, oferecendo-se no altar do holocausto, no Átrio ou no mundo exterior. Ele é “o Cordeiro de D'us que tira o pecado do mundo”. (Jo 1:29).

3. Nosso corpo também foi morto na cruz com Yeshua.

“Sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado”. (Rm 6:6).

4. Nós também trazemos no próprio corpo as marcas do Messias. (Gl 6:17).

5. O templo de D'us é Yeshua, o Senhor.

“Yeshua respondeu e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos este templo foi edificado, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que Yeshua tinha dito”. (Jo 2:19-22).

“E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor, D'us Todo-Poderoso, e o Cordeiro”
.

Extensivamente o corpo de Yeshua é também a sua Kehilá.

“Ora, vós sois o corpo do Messias e seus membros em particular”. (I Co 12:27).

E a Kehilá de Yeshua além de ser simbolizar o seu corpo simboliza também o templo de D'us.

“Não sabeis vós que sois o templo de D'us e que o Espírito de D'us habita em vós?”. (I Co 3:16).

6. No corpo e através dele, manifestam-se atitudes ou obras de cada indivíduo. Yeshua realizava as obras do Pai.

"Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. (Jo 9:4).

“Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer”
. (Jo 17:4).

7. Nosso corpo também deve obedecer a D'us, pois Yeshua foi obediente até a morte e morte de cruz. (Fp 2:8). Devemos ser também lavados na pia pela água da palavra. (At 22:16; Jo 13:10; 15:3 I Co 6:11).


III – A ALMA DO MASHIACH E A ALMA DE D'US UNIDA A NOSSA ALMA

1. A alma é aquele elemento invisível que fica entre o corpo e o espírito, isto é, entre o Átrio e o Santíssimo Lugar.

2. Na alma processam-se os sentimentos psicológicos ou emoções, como: amor, ódio, alegria, tristeza, etc... Bem como os pensamentos de nossa mente, parte integrante da nossa alma.

3. Ela é a sala do banquete de Cantares, capítulo dois e verso quatro:

“Seu estandarte sobre mim é o amor”, onde estavam: a mesa da proposição, o candelabro e o altar do incenso.

4. A alma de D'us, o Eterno se derramou em amor por nós (Jo 3:16).

Nossa alma também deve amar as coisas de D'us ou aquilo que Ele ama, não deve amar o mundo no pecado (I Jo 2:15).

5. A alma é invisível como a parte coberta do tabernáculo. Não é sujeita às leis físicas.

6. A sensibilidade da alma de D'us.

“E destruirei os vossos altos, e desfarei as vossas imagens do sol, e lançarei o vosso cadáver sobre o cadáver dos vossos deuses; a minha alma se enfadará de vós”.(Lv 26:30).

“As vossas Festas da Lua Nova, e as vossas solenidades, as aborrece a minha alma; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer”. (Is 1:14).

“Eis aqui o meu Servo, a quem sustenho, o meu Eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu Espírito sobre ele; juízo produzirá entre os gentios”. (Is 42:1).

“Deixaria eu de castigar estas coisas, diz o SENHOR, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta?” (Jr 5:9).

“Porventura, por estas coisas não os visitaria? — Diz o SENHOR; ou não se vingaria a minha alma de gente tal como esta?”
. (Jr 5:29).

“Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”. (Hb 10:38). (Jr 9:9).

7. Yeshua ressuscitou e nos lugares celestiais reina com um corpo glorificado, e não somente Ele, nós também estamos assentados juntamente com Ele (espiritualmente, não fisicamente) nos lugares celestiais, no Santo Lugar. (Ef 2:6).


IV – O ESPÍRITO DO MASHIACH E O ESPÍRITO DE D'US UNIDOS AO NOSSO ESPÍRITO

1. O Tabernáculo que D'us mandou Moisés construir era uma cópia (Ex 25:8,9,40; Hb 8:2,5; 9:11-15,24) do verdadeiro, o qual ele viu no monte e que é celestial.

2. O Espírito de D'us expressa a Torah, sua Lei no lugar mais sagrado do Tabernáculo, onde estão escondidos os mais valiosos tesouros do Eterno, lugar este também coberto ou invisível para os que estão no Átrio ou no mundo físico.

3. Ficavam no Santíssimo Lugar, entre outras coisas, esses objetos:

A Arca da Aliança com o Testemunho dentro e os dois querubins da guarda, as quais coisas falam do trono, da glória e da presença do Eterno.



- As duas tábuas de pedra com a Lei escrita ou o Testemunho do Eterno ficavam dentro da Arca da Aliança. (Dt 10:1-5; 1 Rs 8:9).



D'us também grava sua Lei no espírito do homem, por isso mesmo todo homem é indesculpável diante do Eterno. (Rm 2:9-16).

Além da Arca da Aliança com o Testemunho e os dois querubins da guarda também ficavam no Santíssimo Lugar essas coisas:

- A vara ou cajado de Aarão que floresceu, brotou e deu frutos, amendoas. (Bemidbar, Nm 17:16-20,22-25, na edição judaica ou Nm 17:1-5,7-10, na edição protestante). Isso faz alusão a ressurreição e ao fruto do espírito. (I Co 15:52; Gl 5:22; Hb 9:4).



- O vaso de ouro contendo uma porção do maná que D'us mandou para os israelitas no deserto. (Ex 16:32-34; Hb 9:4; Ap 2:17). Enquanto estamos na carne, nosso corpo é um vaso de barro contendo um tesouro invisível (II Co 4:7), porém quando ressuscitarmos, então seremos um vaso de ouro, nas mãos de nosso D'us. Teremos um corpo glorificado e incorruptível. (I Co 15:52-57).



- O Sêfer Torah ou o Livro da Lei foi mais tarde colocado ao lado da Arca da Aliança. (Dt 31:26).



4. O espírito do homem é responsável pela própria razão de ser do indivíduo; o raciocínio, onde são realizados os julgamentos e as definições do certo e errado, santo e profano, etc...

5. Os segredos ou mistérios de D'us são revelados pelo seu Espírito. (I Co 2:10).

6. Quando Yeshua morreu, o véu do templo rasgou-se de alto abaixo. (Mc 15:38). Dando livre acesso para os homens irem até a presença de D'us.

7. O nosso espírito deve estar unido ao Espírito de D'us de tal maneira, que venhamos refletir a Glória de D'us pelo cumprimento da Torah, a sua Lei em nossas vidas, florescendo, isto é, deixando a beleza do Messias aparecer em nós (Is 4:2), o seu perfume ser sentido em nós (II Co 2:14-16) e sempre frutificando (Gl 5:22) para que os homens creiam que somos por D'us enviados e eleitos para proclamarmos as riquezas do seu amor no Messias, que há de vir para reinar juntamente com sua Kehilá sobre todas as coisas eternamente. (I Co 6:17; Lc 22:29-30; Ap 2:26-27).


V - O VASO SENDO REFEITO NA CASA DO OLEIRO




D'us nos diz em sua palavra, que somos como um vaso que se quebrou. E o oleiro constrói outro da mesma massa (Jr 18:1-6). O oleiro é D'us, e sua casa é o seu Tabernáculo. Na casa do oleiro, ou na casa de D'us nós passamos por vários estágios, pois somente assim, D'us pode nos refazer, para que sejamos vasos de honra (II Tm 2:21). Não para sermos conforme gostaríamos de ser, mas segundo D'us, o oleiro deseja que sejamos, isto é, conforme a imagem de seu filho Yeshua ha Mashiach. (I Co 11:1; II Co 3:18). A imagem de Yeshua é perfeita e completa em tudo, pois nele habita toda a plenitude do Eterno, a qual pode ser representada pelo número 777, isto é, perfeita e completa nos três sentidos – no corpo, na alma e no espírito. Já o homem sem D'us é imperfeito e incompleto nos três sentidos, por isso ele é identificado pelo número 666.


VI - O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO DO HOMEM SENDO RECONSTRUÍDOS POR D'US NAS DEPENDÊNCIAS DA SUA CASA, O TABERNÁCULO

1. O CORPO DO HOMEM NO ÁTRIO

a) Deve entrar pela porta que é o Messias. (Jo 10:9).

b) Deve negar a si mesmo. (Mc 8:34).

c) Deve levar sua cruz a cada dia. (Lc 9:23).

d) Deve ser crucificado junto com o Messias. (Rm 6:6).

e) Deve morrer para o mundo e ser sepultado. (I Co 15:31).

f) Deve nascer para D'us pela lavagem da água da palavra. (mikve/pia) (At 22:16; I Co 6:11; Ef 5:26).

g) Deve ter uma nova vida com D'us. (Jo 10:28).

h) Deve viver unido a D'us ou ao corpo de Yeshua para sempre. (Jo 17:21).

2. A ALMA DO HOMEM NO SANTO LUGAR

a) Deve entrar pelo primeiro véu, a sala do banquete (Ct 2:4) “...Seu estandarte em mim era o amor”. E deliciar-se dos sentimentos de amor, gozo, paz, etc., que nosso D'us tem para dar.

b) Deve servir ao senhor com alegria (Sl 100:2) e regozijar-se em D'us e sua salvação. (Is 61:10).

c) Deve testemunhar de D'us ou ser luz (candelabro) do mundo. (Mt 5:14).

d) Deve alimentar-se na mesa (comunhão) do pão da vida Yeshua. (Jo 6:35).

e) Deve beber do vinho, do sangue do Messias no Pêssach. (I Co 11:25).

f) Deve viver uma vida oração no altar de incenso. (I Ts 5:17).

g) Deve ter uma nova vida, não amar o mundo, mas a D'us e aquilo que Ele ama. (I Jo 2:15).

h) Deve viver unida a D'us para sempre (Jo 17:21).

3. O ESPÍRITO DO HOMEM NO SANTÍSSIMO LUGAR

a) Deve entrar pelo segundo véu e ter acesso a sala do trono e dos tesouros de D'us, e ter toda intimidade com Ele. (Ef 3:8-12; Hb 9:3-5; 10:19-23).

b) Deve nascer do Espírito. (Jo 3:5).

c) Deve andar no Espírito. (Gl 5:16).

d) Deve viver no Espírito. (Gl 5:25).

e) Deve dar o fruto do Espírito. (Gl 5:22).

f) Deve ser revestido do Espírito. (Lc 24:49).

g) Deve ter uma nova vida no Espírito. (Ez 36:26; II Co 5:17).

h) Deve viver unido ao Espírito do D'us eternamente. (Jo 17:21).


VII – A NAÇÃO ISRAELITA É UM TIPO DA KEHILÁ DE YESHUA

Israel sempre foi um tipo da Kehilá de Yeshua. Quando Israel estava no Egito (Átrio), o cordeiro de Pêssach foi sacrificado e os israelitas foram salvos e houve então a união de D'us com seu povo. Tudo isso, porque o cordeiro de Pêssach foi sacrificado, que simbolicamente é Yeshua. A travessia pelo Mar Vermelho simboliza a saída do Átrio (Egito), para o Santo Lugar (deserto). E a travessia pelo rio Jordão simboliza a saída do Santo Lugar (deserto) para o Santíssimo Lugar. (terra prometida).

· O Mar vermelho é o primeiro véu do tabernáculo.
· O Rio Jordão o segundo véu.
· No Egito Yeshua foi o cordeiro de Pêssach.
· No deserto, a rocha que foi ferida, onde saiu água para saciar a sede do povo; a serpente de metal, o maná, a coluna de fogo e a nuvem para os guiar, etc...
· Na terra prometida, Ele foi o rei perfeito ou o homem segundo o coração de D'us, tipificado pelo rei Davi; o Messias prometido, o profeta por excelência e o sumo sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque.


VIII - IDENTIFICANDO OS PASSOS DADOS PELO HOMEM PARA OBTER A UNIÃO PERFEITA E COMPLETA COM D'US

EGITO = ÁTRIO = MUNDO FÍSICO

- Convencimento (do pecado, da justiça e do juízo) – (Jo 16:8; Rm 10:17).
- Arrependimento – (At 2:37-38; 17:30).
- Conversão – (Mt 18:3 – Pv 1:23).
- Salvação eterna (condicionada a perseverança) – Jo 3:16 ; Ef 2:8; Mc 13:13.
- Redenção – (Hb 9:11-12; Ef 1:7).
- Santificação – (Hb 10:10; Jo 17:17; At 26:18).
- Adoção/ Eleição/ Predestinação – (Ef 1:4-5; Rm 8:15-17).
- Reconciliação – (Rm 5:10; 11:15 – II Co 5:18-19).
- Perdão – (I Jo 2:1-2;12).
- Regeneração (Novo Nascimento) – (Tt. 3:5; II Co 5:17; Gl 6:15).
- Purificação – (Hb 1:3; 9:11; Tt 2:14).
- Justificação – (Rm 5:1, 18-19).
- Ressurreição e Transformação – (1Ts 4.14-17).
- Imortalidade do Corpo – (I Co 15:51-53).
- União perfeita e completa do corpo do homem com D'us eternamente.

DESERTO = SANTO LUGAR = REGIÕES CELESTIAIS

- Comunhão vertical e horizontal da nossa alma, isto é, com a alma de D'us e com nossos irmãos – (mesa com os doze pães).
- Luz do mundo ou vida de testemunho – (menorah, o candelabro).
- Vida de oração e santificação progressiva no dia-a-dia. – (altar de incenso).
- Imortalidade da Alma.- (Atos 2:27).
- União perfeita e completa da alma do homem com D'us eternamente.

TERRA PROMETIDA = SANTÍSSIMO LUGAR = CÉU

- Glorificação – (Sl 91:15; Ap 2:26-27, 5:9-10; Rm 8:17).
- Imortalidade do espírito. (I Co 15:45).
- União perfeita e completa do espírito do homem com D'us eternamente. – (Ap 21:1-7; 22:5-10).

Quando estivermos na eternidade, poderemos identificar toda a nossa trajetória, como hoje os israelitas fazem todas as vezes que comemoram o Pêssach. Naquele dia estaremos ceando com Yeshua, nosso amado Salvador, a Ele e ao Eterno, o qual é bendito para sempre, e que nos tem dado do seu Ruach haShem, do Seu Espírito sejam toda honra e toda a glória para sempre. Amén.

Ver na figura abaixo o Santo e o Santíssimo Lugar do Tabernáculo.




CONCLUSÃO:

Como podemos ver através desse estudo, a união perfeita e completa do homem com D'us, somente é possível quando esse homem passa por estas transformações em seu corpo, alma e espírito. E isso somente será possível se o homem permitir que D'us, o Oleiro o transforme na imagem e conforme a semelhança do seu Filho Yeshua ha Mashiach, o qual foi obediente a D'us em tudo. (Fl 2:5-11, I Ts 5:23). Porém, se isso não acontecer, o homem permanecerá separado de D'us para sempre, e isso significa morte eterna.

Amigo leitor, não endureça seu coração para a voz do Espírito de D'us, obedeça-o, para que você possa viver eternamente em uma união perfeita e completa com D'us. (Hb 3:7-19). Que o Eterno lhe ilumine para que você possa entender todo o plano de salvação.

Veja agora esse vídeo que fala do segredo que há por trás do véu:



Autor:

פולוס וואלי ✡

21 de out. de 2011

A QUESTÃO PALESTINA Á LUZ DA BIBLIA

Abraão é o homem com quem esse conflito árabe/israelense começou. Ele foi uma pessoa singular porque recebeu uma promessa muito especial de Deus, O Criador. Deus disse "Estabelecerei Minha aliança entre Mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, como aliança perpétua, para ser o teu Deus, e a tua descendência depois de ti. Darei a ti e a tua descendência depois de ti a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em perpétua possessão e serei o seu Deus, Gn.17:7-8. Esse texto confirma que a aliança de Deus seria perpétua e incondicional, não seria temporária. Nessa época Abraão tinha 99 anos e Sara tinha 90 anos e ela era estéril. Por causa disso, Abraão que nesta época se chamava Abrão, entendeu que Ismael, que era seu filho com Hagar a serva egípcia de Sara , seria o filho da promessa. Em Gn 17:18, Abraão disse a Deus: Oxalá viva Ismael diante de ti. "Esse NÃO era o plano de Deus, o qual Deus explicou a Abraão: Ismael NÃO era o filho da promessa, e Sara realmente teria um filho: Isaque, que seria o herdeiro, teria as promessas e o título da terra. Para que Abraão não tivesse dúvida, Deus disse: "Na verdade, Sara, tua mulher te dará um filho, e lhe porás o nome de lsaque: com ele estabelecerei a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência depois dele", Gn 17:19. Por isso o conflito que vemos hoje no Oriente Médio pode ser remontado às origens desse grande patriarca do povo de Israel e dos Árabes. Como ficaria Ismael? Ele também não é filho de Abraão? Sim, mas não o filho da promessa. Quanto a isto Deus disse: "E quanto a Ismael, também te tenho ouvido: certamente o abençoarei: fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei grandissimamente. Doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. A minha aliança, porém estabelecerei com Isaque, que Sara te dará neste mesmo tempo, daqui a um ano," Gn 17:20-21 Leia esses novamente, Gn 17:20-21, Isaque recebeu a bênção da aliança e NÃO Ismael. Isso nos traz para a atualidade porque, a pergunta do momento é: Quem na verdade tem direito de possuir a Terra de Israel, os Árabes ou os Judeus? Deus prometeu abençoar Ismael e seus descendentes, mas NÃO com a terra de Canaã a qual Deus passou o direito de posse para os descendentes de Abraão via Isaque. Esse é um ponto crítico, pois, muitos Árabes reivindicam o direito sobre a terra de Israel como descendentes de Abraão através da linhagem de Ismael, mas estava previsto que eles receberiam muitas bênçãos prometidas, mas NÃO a terra de Israel. Esta foi reservada aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, “os Judeus”. Sabemos que Abraão teve outros filhos os quais também NÃO receberam o direito sobre a terra de Canaã. Em Gn 25:1-6 lemos que os outros filhos de Abraão receberam presentes foram enviados para as terras do Oriente, "Abraão deu a Terra Prometida a Isaque. Mas aos filhos das concubinas que tinha, deu Abraão presentes e, ainda em vida, separou-os do seu filho Isaque enviando-os ao Oriente, Gn.25:6.

MAS, SERÁ QUE OS ÁRABES FORAM ENGANADOS OU ROUBADOS?

NÃO, NÃO FORAM,

Deus disse que os abençoaria, e os abençoou, e hoje existem Vinte e Um Países Árabes Soberanos e mais Um Pretendido, o Estado Palestino, e apenas UM Estado Judeu. Se somarmos a área de todos os Países Árabes do mundo verificamos que eles possuem uma área que é extremamente maior do que Israel (veja o mapa), sem contar que eles praticamente têm o controle de todo o suprimento de petróleo do mundo nas suas mãos. Bem, os Árabes Não foram enganados pelo fato dos Judeus terem retornado para a TERRA que foi dada por DEUS a eles desde os tempos antigos, “ISRAEL”.

PARTE DE UM ARTIGO DE JOSEPH FARAH, JORNALISTA AMERICANO DE ORIGEM ÁRABE

"Não consigo entender por que os palestinos descobriram sua identidade nacional depois que Israel ganhou a guerra de 1967. Não há uma língua conhecida como Palestino. Não há uma cultura Palestina diferenciada. Nunca houve uma terra conhecida por Palestina, governada por palestinos. Palestinos são ÁRABES".

Se você acredita no que lê, os palestinos querem uma pátria e os mulçumanos querem controlar os locais que consideram sagrados. Bastante simples não? Não consigo deixar de imaginar por que todos estes palestinos descobriram sua identidade nacional depois que Israel ganhou a guerra. A verdade é que a Palestina não é mais real que a Terra do Nunca. A primeira vez que este nome foi utilizado foi em 70 d.C. quando os romanos cometeram um genocídio contra os judeus, destruíram o Templo e declararam que não haveria mais a Terra de Israel. A partir daquele momento, os romanos prometeram que o local seria conhecido como Palestina. Nome este derivado dos Filisteus, o povo de Golias que havia sido conquistado pelos judeus séculos antes. Eles também tentaram mudar o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina, mas este nome teve menos força para se manter. A Palestina nunca existiu antes ou desde então, como uma identidade autônoma. Foi dominado, alternadamente por Roma, Mulçumanos, pelas Cruzadas Cristãs, pelo Império Otomano e por um curto período de tempo pelos ingleses após a I Guerra Mundial. Não há uma língua conhecida como palestino. Não há uma cultura palestina diferenciada. Nunca houve uma terra conhecida por Palestina governada por palestinos. Palestinos são árabes, indistinguíveis de jordanianos, sírios, libaneses, iraquianos, etc. Saiba que os árabes detém o controle sobre 99,9% das terras do Oriente Médio. Israel representa 0,1% do total. Mas, ao modo de ver dos árabes, isto é muito. Eles querem tudo. E é essa a razão da briga em Israel hoje. Então qual a solução para o impasse do Oriente Médio? Bem, francamente, não creio em uma solução criada pelo homem para a violência. Mas, se há uma, ela deve começar com a verdade. Tratar um pacto de 5.000 anos fundamentado em bases históricas e evidências arqueológicas... A Cisjordânia, (Samaria e a Judéia), Jerusalém Oriental, a cidade velha de Jerusalém e o Monte do Templo foram anexadas à Jordânia na Guerra da Independência em 1948 e ficaram sob o seu comando até 1967 quando foi reconquistado pôr Israel na famosa Guerra dos Seis Dias. Nesses 19 anos em que a Jordânia e os palestinos tiveram a soberania sobre estes territórios e sobre Jerusalém, porque não fundaram um estado palestino com Jerusalém como sua capital? Neste período eles não precisavam da concordância ou da autorização de ninguém. A resposta é simples. O conflito Palestino-Israelense, não é um problema territorial, nem de fronteiras, e sim uma Guerra Espiritual. São cinqüenta e cinco países mulçumanos, sendo que destes, vinte e dois (incluindo o pretendido Estado Palestino) são Árabes. Considera-se países muçulmanos aqueles em que os muçulmanos representem mais de 50% da população, são eles:

1. Tem lógica estabelecer um Estado Palestino no meio dos Judeus, sendo que Israel tem uma área total de 27.800km², menos os territórios ocupados pela Autoridade Palestina de 6.020Km², ficando apenas 21.780Km² para Israel? E ainda, os judeus têm um Deus diferente do deus muçulmano, uma cultura diferente, uma língua diferente, não seria mais lógico criar um Estado Palestino (de Árabes) no meio dos seus próprios irmãos (Árabes), que têm a mesma língua, o mesmo deus e as mesmas tradições. Portanto esta guerra não é, definitivamente, por questões TERRITORIAIS E SIM ESPIRITUAIS, embora abranja também disputas políticas e econômicas, envolvendo inclusive interesses de outras nações.


Templo de Jerusalém em escala 1:60


II TESSALONICENSES 2

·SOBRE A VINDA DO SENHOR

1 ORA, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele,2 Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto.3 Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,4 O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. 

5 Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?....


----------------------------------------------- 

O maior Modelo do mundo do Templo de Jerusalém foi Inaugurado próximo ao Monte Moriá. 

por Yehudah Lev Kay 

(IsraelNN.com) O maior modelo do mundo do Santo Templo foi inaugurado quarta-feira passada somente a cem metros, onde havia um idêntico a réplica no local até 70 CE.

Modelo de templo / Israel notícias fotografia: Aish HaTorah

O modelo, construído em uma escala de 1:60, foi construído por Michael Osanis do Aish HaTorah Yeshiva na cidade velha de Jerusalém, e é exibido hoje acima de um telhado do novo museu que dá de frente para a Parede Ocidental, tendo uma visão empolgante do Monte de Templo. Este modelo em escala normal poderia levar um ano e meio para ser construído.

Esperamos ver este modelo do Templo construído, com a perspectiva do seu local atual no fundo ali, este modelo menor dará para as pessoas um senso da inspiração que as receberão assim como eles estivessem entrando em um Templo real que estava presente aqui na cidade de Jerusalém a quase 1,000 anos,” disse Efraim do Aish HaTorah.

O modelo que foi construído depois de consulta extensa com peritos também é o primeiro que inclui um sistema hidráulico que eleva o santuário todo que constrói o coração do Templo para oferecer uma visão dos conteúdos dentro dos Santos dos Santos, inclusive o Menorá, a Mesa, o Altar Interno, e a Arca da Aliança. 

O modelo de Templo é o começo de um projeto esperado e ajudará os judeus a se conectarem com a sua herança e proporcionar para os não-judeus a consciência de nossa rica história de longos anos, nestes lugares santos.” disse Efraim do Aish HaTorah.

Eli .o Sumo Sacerdote




O 10º dia de Iyar é o aniversário da morte de Eli, o Sumo Sacerdote. Trazemos a você a história da sua vida.

Eli era um descendente de Ithamar, o quarto e último filho de Aharon, o Sumo Sacerdote. Ele tornou-se Sumo Sacerdote (Cohen Gadol) após a morte de Pinechás, filho de Elazar, irmão mais velho de Ithamar.

Não sabemos por que Eli ascendeu ao Sumo Sacerdócio, em vez do filho de Pinechás. O último descendente da linhagem de Ithamar a ser Sumo Sacerdote foi Evyathar, neto do neto de Eli, Achituv. Evyathar foi Sumo Sacerdote durante o reinado do Rei David. No entanto, foi banido pelo Rei Shelomô por se aliar a Adoniyah, o meio-irmão mais velho de Shelomô que tentou abocanhar a sucessão ao trono.

O Sumo Sacerdócio então voltou para a linhagem de Elazar ben Aharon, na pessoa de Tzadok, o Sumo Sacerdote, e seus descendentes. Eli foi também o único naqueles dias da história de nosso povo a usar duas coroas, pois era tanto Juiz (Shofet) quanto Sumo Sacerdote. Ele se tornou juiz aos 58 anos, após a morte de Shimshon (Samson) em 2830 (ou 2831), mantendo este cargo durante quarenta anos, até sua trágica morte aos 98 anos.

Naqueles tempos o Mishcan (Santuário) ficava em Shiló, que era o centro da vida religiosa do povo. Ali era a residência de Eli, o Sumo Sacerdote, quarto na cadeia ininterrupta da Lei Oral (Messorá), começando com Moshê Rabenu e continuando com Yehoshua e Pinchas.

Era ali, no Santuário de Shiló, que Hanna, esposa do levita Elkaná, ia rezar por um filho. Ela tinha sido estéril por muitos anos. Prometeu que, se D'us a abençoasse com um filho, ela o consagraria ao serviço de D'us por toda a vida.

Eli expressou a ela seu desejo de que D'us lhe concedesse esta bênção. Dentro de um ano ela deu à luz um filho, a quem chamou Shemuel, e estava destinado a ser um grande profeta, sucessor de Eli como juiz de todo o povo judeu.

A alegria de Hanna não tinha limites. Nos primeiros anos ela o manteve em casa. Depois, fiel à sua promessa, ela o levou a Shiló e o entregou a Eli, para que este o criasse. Sob a orientação de Eli, Shemuel cresceu numa atmosfera completamente religiosa, e logo demonstrou que era um pupilo digno do mestre.

Eli era um homem bom por natureza, e amado por todos que o procuravam em busca de orientação espiritual. O jovem Shemuel era especialmente apegado a ele, seguindo fielmente suas instruções. Eli tinha mais orgulho dele que dos seus próprios dois filhos, Hofni e Pinechas que, infelizmente, não seguiram os passos do pai. Aproveitando-se de sua posição privilegiada, eles degradaram o sacerdócio aos olhos das massas, praticando suborno e corrupção. Eli repreendia os filhos, mas aparentemente isso não bastava. Fosse como fosse, eles não tentavam melhorar.
Certo dia um profeta levou a Eli uma mensagem severa de D'us. Nela, Eli era culpado pela má conduta dos filhos e foi avisado de que os seus dois filhos morreriam no mesmo dia, e o sacerdócio seria transmitido de sua casa para uma outra.

A mesma profecia logo foi repetida na primeira revelação Divina de Shemuel, que ele recebeu quando era ainda muito jovem. Uma noite, quando se deitou para descansar no Tabernáculo em Shiló, Shemuel ouviu uma voz chamando seu nome. Ele levantou-se e correu até o idoso Eli, pensando que este o chamara. Porém Eli lhe disse para voltar, pois não o tinha chamado. Isso se repetiu três vezes, e então Eli percebeu que era um chamado Divino. Disse ao rapaz que quando ouvisse a voz novamente, deveria responder: "Fala, ó Senhor, pois Teu servo está escutando."

A mensagem que Shemuel recebeu era muito triste: "Veja, Eu farei algo em Israel, que os dois ouvidos de todos que o escutarem deverão doer. Naquele dia Eu farei contra Eli as coisas que falei a respeito dessa casa… Eu castigarei esta casa para sempre, pela ofensa que ele sabia que tornaria seus filhos amaldiçoados, mas não os refreou. A iniqüidade da casa de Eli não será purgada com sacrifício nem oferenda para sempre."

Relutante, o jovem profeta relatou a Divina mensagem a Eli, e o velho respondeu humildemente: "É a vontade de D'us; que Ele faça o que Lhe parecer bom."

Shemuel cresceu repleto de fé e de coragem, fortalecido pelo espírito que D'us concedia sobre ele. O povo reconheceu nele um futuro líder. Eli, também, não tinha dúvida de que seus dois filhos não eram dignos de serem seus sucessores para levar adiante a Tradição. Eli já estava idoso e não podia exercer qualquer influência sobre eles. Sabia que seu sucessor como juiz sobre todo o povo seria Shemuel.

Durante algum tempo os judeus viveram em paz e não foram incomodados pelos filisteus no oeste. Mas então ouviu-se rumores de guerra, e novamente contra os filisteus. Em Aphek irrompeu uma batalha, e os judeus tiveram de recuar após perderem quatro mil homens. Agora os anciãos de Israel lembraram que nos dias de Yehoshua, a Arca de D'us tinha sido carregada à frente do exército e isso sempre assegurara o sucesso. Foram então a Shiló e exigiram que a Arca fosse tirada do Tabernáculo e levada a eles. Hofni e Pinechas pessoalmente acompanharam a Arca sagrada até o acampamento. Sua presença restaurou de imediato a coragem dos israelitas. Assim que a viram, eles deram um grito de guerra, tão alto que a terra tremeu.

Porém era a vontade de D'us que os filisteus triunfassem. Eles lutaram com uma coragem desesperada, e os israelitas foram derrotados novamente; desta vez trinta mil soldados foram assassinados e o restante fugiu em debandada. Hofni e Pinechas estavam entre os mortos, e a Arca da Aliança ficou nas mãos do inimigo pagão. A triste profecia sobre a calamidade que estava para se abater sobre a casa de Eli agora se desenrolava em toda a sua tragédia.

Em Shiló, Eli e o povo ali reunido esperavam ansiosos as notícias sobre a batalha. Por fim chegou correndo um enviado da Tribo de Benyamin, com as roupas rasgadas e a cabeça suja de terra. (Segundo nossos Sábios este mensageiro era Shaul, que mais tarde seria rei de Israel.) Eli estava sentado à beira do caminho quando o mensageiro entrou pelos portões da cidade; ele ouviu um clamor. "O que significa este tumulto?" perguntou o ancião, repleto de maus presságios. Sua vista precária não permitiu que visse as roupas do mensageiro e a sua cabeça coberta de terra, que contavam tudo por si mesmas. Ele então aproximou-se e lentamente deu a terrível notícia. "Estou chegando do campo de batalha" – começou ele – e estou fugindo de lá."

Eli, ansioso, interrompeu e perguntou: "O que aconteceu lá, meu filho?"

Então o mensageiro relatou todas as más notícias:

"Nosso povo fugiu dos filisteus, e houve uma grande matança entre o povo, e teus dois filhos, Hofni e Pinechas, estão mortos, e a Arca de D'us foi levada."

Quando Eli soube do destino da Arca, caiu para trás no assento, dominado pela dor, e ali morreu, aos noventa e oito anos, após ter sido juiz durante quarenta anos.

A Arca sagrada permaneceu na posse dos filisteus por sete meses. Durante esse tempo eles tinham sofrido calamidades e infortúnios que os assustaram tanto, que resolveram devolver a Arca aos israelitas. A Arca foi colocada numa carroça nova puxada por duas vacas que jamais tinham sido atreladas antes, e deixaram que fossem por elas mesmas. Os animais seguiram, tomaram a estrada reta até Bet Shemesh, e não se desviaram do caminho. Era época da colheita de trigo, e os colhedores em Bet Shemesh recepcionaram com júbilo a chegada inesperada da Arca Sagrada. De Bet Shemesh a Arca foi mais tarde levada a Kiryath Ye'arim, onde permaneceu até a época do Rei David.

Enquanto isso, o Profeta Shemuel assumiu a liderança do povo judeu. Ele trouxe um grande renascimento espiritual, fazendo anualmente uma ronda partindo de sua casa em Ramá, onde nascera, passando por Bethel, Gilgal e Mitzpá, julgando e instruindo o povo, e restaurando a paz, união e segurança a toda a nação judaica.