| O que significa Tanach e que obras ele abrange? | ||
| RESPOSTA: As próprias letras em maiúsculo resumem a composição deste conjunto de obras: T de Torá N de Neviim e C de Ctuvim. Ele é composto por 24 livros: Torá:
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2 de out. de 2011
Tanach
Tempo de rir
Itzchaq
Riso. Esta palavra parece tão pequena mas tem um significado tão grande e quão intensa pode ser a vida de alguém que ri! A tradição judaica associa o riso a Itzchaq e nos fala de conquistas...
“Itzchac nos ensina que, em última análise, o riso da vida vem - paradoxalmente - do trabalho que se auto-anula. Se deseja que escrevam biografias a seu respeito, torne-se um guerreiro. Se está procurando tranquilidade, torne-se pastor. Mas se é o júbilo que busca, seja fazendeiro e cavador de poços. Are e semeie, quebrando o barro de seu mundo para persuadir a vida e fazer brotar o seu solo. Cave, mais e mais profundamente, sob a superfície de sua existência, para extrair suas fontes de deleite.
A tranqüilidade é ótima, mas não é uma razão para viver. O júbilo vem da conquista; das expedições de caça ao dragão da juventude, mas em última análise vem da auto-conquista que é a mais ardente e mais silenciosa batalha da vida. Conhece trabalhadores despretensiosos, calmos, brilhando de alegria interior? Estes são os Itzchacs do mundo.”
Este nome – Itzchaq vem de uma raiz hebraica que tem três significados muito interessantes: tsahaqque significa: “rir; divertir-se, caçoar”. Na raiz temos tsehoq que significa “risada, motivo de riso” e finalmente Itzhaq que significa “ele rirá”.
É muito interessante que a vida deste homem esteja associada ao riso, pois a história de sua família nem sempre refletiu isso e seus pais foram duramente provados até que chegassem ao estágio do “riso fácil”.
Existe um tempo de transição entre a promessa e a concretização da mesma e nem sempre suportamos chegar até o fim deste tempo! Existem pessoas que desfalecem ao longo da caminhada simplesmente por não suportarem – de fato – aquilo que estão vivendo em seu dia-a-dia. Somente quem vivenciou duras experiências em sua vida saberá entender a dor daqueles que estão passando por problemas – seja ele qual for. A dor de cada pessoa é sempre a mais forte e a sua luta é a mais dura por que a dor que esta pessoa sente é única e por vezes insuportável! A dor pode ser física ou mesmo pode ser uma dor causada pela angústia, e esta muitas vezes é reprimida e muito mal entendida... Por isso precisamos entender e ajudar a quem está sofrendo seja qual for o problema desta pessoa, pois estaremos semeando algo para colhermos em nossa caminhada de vida.
Rindo da promessa
“Porque eu a hei de abençoar, e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela. Então caiu Avraham sobre o seu rosto, e riu-se e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sarah na idade de noventa anos?” Gn 17.16,17
Quantas vezes você já ouviu alguém lhe relembrando sobre as promessas do Eterno em sua vida? Por vezes este “relembrar” não nos traz mais alegria, pois a promessa feita a nós parece tão distante e impossível de acontecer que por vezes agimos como Avraham e rimos da promessa que nos é feita pelo Eterno. No caso dele haviam muitas “barreiras” humanas que precisavam ser transpostas para que a promessa se cumprisse.
O Eterno quando fala com Avraham acerca de Sarah diz que a abençoaria e que daria a ele – Avraham – um filho dela. Isso está dito aqui por que ele já tinha um filho de Agar, mas este não era o filho dado pelo Eterno; seu nascimento fora permitido pelo Eterno mas sem uma promessa atrelada a este filho! A argumentação – promessa – do Eterno continua dizendo que Sarah será mãe das nações e que reis e povos sairão dela! Bem, tentamos nos colocar no lugar de Avraham e imaginamos que havia uma promessa que já durava vinte e cinco anos dizendo justamente isso e até agora nada! O tempo passara e o corpo deles já não era o mesmo... Além ds barreiras naturais haviam também as barreiras psicológicas construídas pelo passar do tempo e pelo fato de que nada havia acontecido até então... Por isso a reação de Avraham foi a de prostrar-se e rir em seu coração... certamente muitos pensamentos percorreram sua mente naquele instante e entre eles ele pensou consigo: “A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sarah na idade de noventa anos?”. Isso é natural e este homem ri da promessa que novamente lhe é feita pelo Eterno... O tempo e as circunstâncias estavam cobrando seu preço e agora o grande patriarca da nação de Israel reage como que sua emuna – confiança – no Eterno já não fosse mais a mesma no que diz respeito à esta promessa...
Mas o Eterno insiste em lhe dizer: “E disse Elohim: Na verdade, Sarah tua mulher te dará um filho, e chamarás o seu nome Itzchaq, e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele” Gn 17:19. Agora o Eterno é mais detalhista naquilo que diz a Avraham e lhe diz textualmente que Sarah terá um filho dele e que o nome do menino será Itzchaq! A informação por si só já é “chocante”, dadas as circunstâncias vividas por aquele homem e o que vem a seguir é ainda mais impressionante, pois o Eterno informa a Avraham: “...e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele”. Esta informação de monstra que este milagre tem mais de um ingrediente especial, pois além de interferir diretamente na capacidade física deste casal a criança que nasceria seria o responsável por levar consigo uma aliança feita com derramamento de sangue – feita por Avraham e o Eterno – e que estaria sendo “repassada” a Itzchaq para dar continuidade à promessa de gerar um grande povo que abençoaria a todas as famílias da terra!
O tempo da promessa se aproxima – motivo de riso
“E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sarah tua mulher terá um filho. E ouviu-o Sarah à porta da tenda, que estava atrás dele. E eram Avraham e Sarah já velhos, e adiantados em idade; já a Sarah havia cessado o costume das mulheres. Assim pois riu-se Sarah consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho? E disse o IHVH a Avraham: Porque se riu Sarah, dizendo: Na verdade gerarei eu ainda, havendo já envelhecido? Maravilhosa palavra para a festa do IHVH? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e para Sarah um filho”. Gn 18.10-14.
Estes versos nos mostram a reação de Sarah frente a um comentário feito pelo Eterno quando visitava a Avraham em sua tenda. Sarah ouve o comentário feito pelo Eterno e ri-se daquilo que lhes é dito, assim como ocorrera com seu marido anteriormente! Isso nos mostra que a natureza humana é muito homogênea em alguns aspectos; somos iguais em muitas coisas independente do sexo, de onde estamos, e de que tempo vivemos.
A reação de Sarah é plenamente racional e normal para uma pessoa que já havia esperado por vinte e cinco anos e havia feito uma outra tentativa de “resolver” o problema, mas que dera errado – relembrando, este é o caso de Agar que gerara Ismael. Sarah já não tinha mais as mesmas perspectivas de outrora e já não via as coisas mais com tanto entusiasmo; certamente já não fazia mais planos acerca de seu futuro com um filho e consequentemente não pensava em netos e em uma família feliz... Por isso quando ouve as palavras ditas pelo Eterno ela simplesmente ri... Novamente o riso está presente na vida deste casal, mas não um riso de satisfação ou alegria e sim o riso da improbabilidade e da impossibilidade; o riso que questiona a promessa e que quer deixar de lado a esperança, que após ser cultivada por tanto tempo agora causa dor e angústia quando se fala sobre “a promessa”...
Seus pensamentos – transcritos aqui na Torah – apontam para uma característica do Eterno que não agrada a todos. Ele age quando todas as nossas probabilidades já praticamente morreram e não pensamos mais acerca disso... Sarah questiona suas próprias limitações, ela sabe o que ocorre com ela e como existiam coisa que já estavam “mortas” dentro dela... Mais sso não é tudo, pois ela sabe também que seu corpo físico já não suportaria mais uma gravidez e portanto para ela isso seria impossível. Ela vê barreiras físicas e mentais que simplesmente gritam a ela a todo instante que este fato não pode acontecer e que ela nunca será mãe!
Então o Eterno encerra a visita dizendo que Ele voltaria dentro de um ano, no tempo determinado e que neste tempo ela teria um filho! Estas palavras são taxativas e não deixam margem para qualquer questionamento, mas ainda assim são palavras e precisam de uma confirmação para que a profecia possa tornar-se história e a promessa se torne fato na vida daquele casal.
A promessa cumprida – tempo de rir
“E o IHVH visitou a Sarah, como tinha dito; e fez o IHVH a Sarah como tinha falado. E concebeu Sarah, e deu a Avraham um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Elohim lhe tinha dito. E chamou Avraham o nome de seu filho que lhe nascera, que Sarah lhe dera, Isaque. E Avraham circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Elohim lhe tinha ordenado. E era Avraham da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho. E disse Sarah: Elohim me tem feito riso; todo aquele que o ouvir, se rirá comigo” Gn 21.1-6.
Após terem sido visitados pelo Eterno o casal Avraham e Sarah notam que algo diferente aconteceu com eles... Sarah descobre que está grávida, e isso por si só já é um milagre, mas mesmo assim é preciso esperar para que a promessa possa ser confirmada de fato. Mas já há algo de diferente no lar daquele casal que espera com ansiedade pelo nascimento da criança. Enquanto isso a notícia do milagre já se espalhou e muitos já declaram a grandeza do Eterno por este “milagre parcial” que é o cumprimento da Palavra do Eterno a Avraham. Falta a confirmação que chega quando se cumpre o tempo do nascimento da criança. E conforme declarou o Eterno, no tempo determinado nasce Itzchaq, o filho da promessa, filho de Avraham que Sarah sua mulher lhe dera conforme o Eterno havia dito... O pai – Avraham – circuncida o filho aos oito dias de vida em obediência ao mandamento do Eterno e inclui o filho na aliança com o Criador através da circuncisão.
A promessa se cumpre – aquela promessa que parecia impossível e que tinha tudo para não se cumprir, agora se transforma de profecia em história e dá motivo para que o casal possa rir não da promessa que foi feita a tanto tempo e que não se cumpre, mas sim rir para uma promessa que agora faz parte de sua vida. Eles podem rir e podem, rindo, contar sua história para aqueles que duvidaram que o Eterno poderia cumprir aquilo que Ele mesmo havia dito!
Devemos nos lembrar de um homem chamado Irmiachu - Jeremias - que diz acerca disso: “Ainda veio a mim a palavra do IHVH, dizendo: Que é que vês, Irmiachu? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o IHVH: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” Jr 1.11-12. Quando o Eterno fala e confirma sua Palavra e suas promessas em nossa vida, fique certo de uma coisa: Ele mesmo vigia sua Palavra dita a nós para fazer com que a mesma se cumpra! E isso tem um motivo muito sério: Ele não pode mentir e nunca “joga palavras fora”. Se suas promessas não se cumprirem Ele se faz mentiroso e automaticamente equipara-se ao Adversário de nossas almas, dando a este chance de confrontá-lo e de dizer que ambos são iguais! Por isso nenhuma promessa feita pelo Eterno jamais cairá por terra ou deixará de se cumprir!
Assim como aconteceu com o casal Avraham e Sarah, o tempo de rir chegou! Este é o tempo em que trocaremos o riso da promessa pelo riso que é resultado do cumprimento da promessa! Somente creia pois este é o tempo das promessas do Eterno se concretizarem em nossas vidas.
Que assim seja e o Eterno faça cumprir em nossas vidas suas promessas em nome de Ieshua!
Mário Moreno
YESHUA E SEUS DISCÍPULOS, JUDEUS ZELOSOS DA TORÁ
| Escrito por Marcelo M. Guimarães | |
Há um tremendo engano por parte dos leigos e, até mesmo, por parte da comunidade judaica em geral, que pensam que Yeshua e seus discípulos inventaram um “cristianismo” contrário aos princípios do judaísmo, em específico da Torá, das tradições e dos costumes judaicos. Isto nunca foi verdade e eu não sei de onde eles tiraram essas falsas afirmações. Outro grande engano é o que dizem sempre nas comunidades judaicas, que um judeu ao crer em Yeshua se torna cristão e deixa de ser judeu. Isto também não é verdade, pois, os exemplos bíblicos que serão mostrados abaixo, comprovam que era justamente o contrário que ocorria, ou seja, o gentio que cria em Yeshua, era enxertado na Oliveira (símbolo do Israel Espiritual) e passava a fazer parte da família de D’us (judeus e gentios crentes na pessoa do messias Yeshua) e que os judeus deveriam continuar vivendo como judeus, sob a graça, mas sendo zelosos com a Lei, cumprindo a Torá através de seus mandamentos, estatutos e ordenanças dadas em caráter irrevogável aos filhos de Israel. Em outras palavras, a graça obtida pela fé em Yeshua, não anulava ou desfazia os preceitos das leis judaicas. Até o século segundo, a chamada igreja de Yeshua, congregava judeus e gentios em suas sinagogas. A partir da revolução de Barkochba, quando deixaram as sinagogas judaicas, eles passaram a se reunir em outros locais. Era a famosa e pura igreja do primeiro século que é descrita, tão bem, no livro de Atos dos Apóstolos, escrito pelo médico Lucas. Na comunidade judaico-messiânica, segundo a Bíblia, não se conhecia o nome cristão, senão, messiânico, que vinha da palavra Mashiach que significa Messias, ou seja, ungido. Com a tradução da Bíblia para a língua grega já no início da era cristã romana, este termo foi transliterado para Cristo, que significa também “ungido”. Sem a influência de Roma, o judaísmo messiânico era autêntico e obediente à Torá, uma vez que Yeshua não anulou a Lei, pelo contrário, Ele a cumpriu (Mt 5:17). Ele e os seus discípulos judeus continuaram vivendo como judeus, mesmo após a morte de Yeshua. O apóstolo Paulo, tão mal interpretado pela comunidade judaica, sempre foi um judeu zeloso de toda a lei de Moisés e fiel às tradições de seus pais (Atos 21:20). Os judeus messiânicos estudavam as Parashiot (porções semanais da Torá) e as Haftarot (as porções dos profetas) todos os sábados, como é feito até hoje pela comunidade judaica. Os gentios que com eles congregavam não deveriam ser circuncidados e não eram obrigados ao zelo da Lei (Atos 15), mas seguiam os outros costumes e tradições judaicas. O pensamento e interpretação dos textos bíblicos eram segundo o contexto judaico e o uso da midrash era constante. Quem aboliu a língua hebraica, a liturgia judaica, a interpretação dos textos, certos mandamentos e estatutos como a guarda do shabat (sábado) e a celebração das festas bíblicas foi o catolicismo de Roma, não os judeus messiânicos da época. Vamos dar alguns exemplos dos textos neo-testamentários que provam o enunciado acima, que Yeshua, seus apóstolos e discípulos judeus eram fiéis aos princípios bíblicos judaicos. Até hoje muitos cristãos entendem erroneamente que Yeshua fundou uma religião cristã, rompendo com suas raízes e princípios. Afim de provar aos leitores cristãos e não cristãos que isto não é verdadeiro e que muitos têm permanecido em doutrinas enganosas de homens, vamos citar, abaixo uma série de passagens dos próprios evangelhos, onde podemos comprovar o estilo de vida judaico de Yeshua e seus apóstolos. Yeshua e a Torá Yeshua foi circuncidado Já no início dos evangelhos encontramos o texto de Lucas relatando a circuncisão de Yeshua no oitavo dia, cumprindo a Mitzvá da Torá. “...Quando se completaram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe dado o nome de Yeshua, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido.” (Lc 2:21). Sua mãe, Miriam, também era zelosa da Lei, pois no versículo seguinte52 diz: “...terminados os dias da purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para ser apresentado ao Senhor.” Yeshua celebrava as festas judaicas O próprio evangelho de Lucas (2:41) mostra que todos os anos Ele e seus discípulos iam a Jerusalém para celebrar as Festas. Por exemplo, a Páscoa, estatuto perpétuo para os filhos de Israel (Ex23:14-15 e Dt 16:16). João Batista era cumpridor da Lei João Batista era justo e cumpridor da Lei e de todos os princípios da Torá segundo Marcos 6:20. Ele não exaltaria Yeshua se este não fosse zeloso e cumpridor da Torá. (Mc 1:7) Yeshua guardava o Shabat Inúmeras passagens na Bíblia mostram Yeshua e seus discípulos guardando o Shabat (o sábado de descanso). Ele jamais deixou de guardar o Shabat e incomodava os fariseus da época quando Ele combatia o legalismo da guarda do Shabat, pois Yeshua ressaltava que o princípio da Lei era mais importante do que o legalismo cego que alguns fariseus praticavam. Yeshua ensinou que o princípio da Lei é a vida e sua preservação. Ele exortou os fariseus que no sábado eles poderiam socorrer um animal que caísse numa vala, não porque o animal valia um preço no mercado, mas sim, porque possuía uma vida dada por D’us. Lucas 4:16 é um bom exemplo de Yeshua indo à sinagoga no dia de sábado para estudar a Parashá (porção da Torá ) e a Haftará (a porção dos profetas) “...Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou numa sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler (a Torá); e foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías (Haftará); e abrindo-o, achou o lugar onde estava escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restaurar vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor...( Isaías 61:1) Os discípulos continuaram (como judeus zelosos) guardando o shabat e as tradições Em Atos capítulo 13, encontramos o texto: “...Mas eles (os discípulos), passando de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia; e entrando na sinagoga, no dia de sábado, sentaram-se para a leitura da Lei (Torá) e dos profetas (Haftará)...” Yeshua e seus discípulos comiam a comida kashrut (Levitico 11) No livro de Lucas, o seguinte texto prova que eles comiam segundo as leis alimentares recomendados na Torá. “...Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a Páscoa; e Jesus enviou messageiros a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos...” (Lc 22:7-23) A Torá era a base do ensinamento de Yeshua Uma das frases de Yeshua mais clara quanto à lei (a Torá) está registrada em Mateus 5:17, quando Ele diz: “...Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i (yod) ou um só til até que tudo seja cumprido...” Outro versículo, registrado no mesmo livro de Mateus mostra que os ensinamentos de Yeshua estavam em consonância com a Torá: “...Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque está na lei e nos profetas” (Mt 7:12). Somente quem conhece os ensinamentos da Torá pode perceber que Yeshua pregava e anunciava ao povo de sua época os princípios da Torá através de suas elucidativas parábolas. Ele seguiu os mesmos princípios dos profetas, quando escreviam ou falavam ao povo. Tudo precisava estar respaldado pela Torá, cujo texto escrito por Moisés, além de inspirado por D’us, era também escrito pelo próprio dedo ou até mesmo ditado por Ele. Poucos cristãos sabem, por exemplo, que todo o Novo Testamento, incluindo as cartas de Paulo, Pedro, João foram escritas dentro dos princípios da Lei ou do Pentateuco. Por exemplo, o último livro da Bíblia, Apocalipse, dos seus 406 versículos, 278 são repetições do próprio texto da Torá. Yeshua era bem recebido nas sinagogas Várias passagens da Bíblia, mostram claramente, que Yeshua era bem recebido nas sinagogas de Israel, tanto em Jerusalém como na região da Galiléia. “...Foi, então, por toda a Galiléia, pregando nas sinagogas deles e expulsando os demônios...”(Mc 1:39). Se Yeshua pregava nas sinagogas era porque havia respeito e credibilidade no meio dos Miniam. Se Yeshua não fosse seguidor da Torá jamais Ele seria autorizado ou convidado a ensinar no meio dos sábios judeus da época. Encontramos também a passagem de Jairo, um dos chefes da sinagoga, que lançou-se aos pés de Yeshua, suplicando a cura de sua filha. Yeshua se vestia como judeu religioso Yeshua era fariseu. Portanto, seguia, à risca, os costumes religiosos da época. Ele usava talit com sua franjas em cada canto, símbolo religioso que lembra a observância e a guarda dos mandamentos de D’us. No texto original do evangelho de Marcos (5:27) lemos que a mulher enferma tocou na orla (tsitsit) do talit de Yeshua, símbolo também de autoridade. Com certeza, Ele também cobria a cabeça com o talit ou com lenço apropriado. Não existia, na época, o uso do Kipá moderno que passou a ser uma lembrança da mitra sacerdotal ou do costume de cobrir a cabeça, em reverência a D’us. Outros povos orientais também cobrem suas cabeças pelas mesmas razões, não sendo um costume só do povo judeu. Yeshua testemunha o Shemá Como um bom judeu, Yeshua recitava e ensinava o texto do “Shemá Israel Adonai Eloheinu Adonai Echad”, que diz: “Ouve ó Israel o Senhor nosso D’us é único. Amarás, pois, o Senhor teu D’us com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças...” A parábola do bom samaritano inicia com a pergunta de um mestre judeu a Yeshua “...E eis que se levantou certo doutor da lei e, para experimentá-lo, disse: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Perguntou-lhe Yeshua: Que está escrito na lei? Como lês tu? Respondeu-lhe ele: ‘Amarás ao Senhor teu D’us de todo o teu coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.’ Tornou-lhe Yeshua: Respondeste bem; faze isso e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Yeshua: Quem é o meu próximo?” E Yeshua, prosseguindo, contou-lhe a parábola do bom samaritano (Lc 10:25-42). Yeshua era chamado de Rabi Nicodemos, um importante líder dos fariseus, foi ter com Yeshua de noite e disse: “...Rabi, sabemos que és mestre, vindo de D’us, pois, ninguém, pode fazer estes milagres que tu fazes, se D’us não estiver com ele...” ( Jo 3:2). O título de “rabi” quer dizer “meu mestre”, termo similar a rabino quer dizer também nosso mestre, era dado somente aos estudiosos e realmente mestres no ensinamento da Torá, sendo zelosos da lei. Yeshua curava enfermos e exortava-os a serem cumpridores da Torá São várias as passagens nos evangelhos que mostram Yeshua curando enfermos e os exortando para que voltassem para a Torá, guardando os mandamentos, estatutos e ordenanças, como o leproso em Lucas (5:12-16) em Mateus (8:1-4) e outras passagens. O apóstolo Paulo e os discípulos também eram seguidores da Torá O apóstolo Paulo (Shaul) também era temente a D’us e seguidor da Torá como bom fariseu da tribo de Benjamim. No livro de Atos dos Apóstolos escrito por Lucas, vemos Paulo e seus seguidores, judeus messiânicos, guardando o shabat e realizando o serviço da Torá59 “...Mas, eles passando de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia; e entrando na sinagoga no dia de sábado, sentaram-se. Depois da leitura da Lei (Parashá) e dos Profetas (Haftará), os chefes da sinagogas (Miniam) mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação ao povo, falai...” (Atos 13: 13-14). Um outro bom exemplo mostra que Paulo e os discípulos eram judeus zelosos da lei está registrado em Atos 21:20 que diz: “...Ouvindo eles isto, glorificaram a D’us, e disseram-lhes: Bem vês, irmãos, quantos milhares há entre os judeus que têm crido (em Yeshua) e todos são zelosos da lei...” Judeus crentes em Yeshua devem continuar vivendo como judeus, assim como gentios crentes devem continuar vivendo como gentios, mas ambos sendo um na pessoa do Messias, fazendo parte da família de D’us. (Efésios 2:19) É bom que se diga, bem claramente, que não encontramos nenhuma carta escrita por Paulo nada que não fosse condizente com os ensinamentos da Torá e com o zelo pela Palavra de D’us. Paulo e os discípulos sempre deram bom testemunho da Torá, cumprindo as boas tradições judaicas. A grande revelação de Paulo era ensinar aos judeus a crerem nas boas novas do Messias Yeshua e continuarem vivendo como judeus zelosos com os estatutos perpétuos que o Senhor deu aos da Casa de Israel e aos gentios, agora crentes em Yeshua, que eram enxertados na oliveira (Israel), participando das mesmas bênçãos dos filhos de Israel (Rm 11:17), mas continuando a viver como gentios, pois, eles pela fé em Yeshua, não se tornavam judeus e nem precisavam se converter ao judaísmo. No livro de Atos capítulo 15, os apóstolos se reuniram em Jerusalém num grande concílio e reafirmaram com base na boa interpretação das Escrituras, que os gentios podiam tornar-se crentes em Yeshua sem se tornarem judeus, apenas se abstraindo da idolatria, dos animais consagrados a ídolos, não praticando a imoralidade e não comendo sangue. Na verdade, as sete leis de Noé dadas à humanidade, foram resumidas nas quatro leis acima. Estas seriam, portanto, as leis a que os gentios estariam sujeitos e nada mais. Claro, que isto não proíbe aos gentios de se beneficiarem das leis judaicas, como as leis alimentares, as leis éticas, as leis de caráter moral, as leis de saúde e de qualidade de vida em geral. Em outras palavras, o judeu crente em Yeshua deve viver sempre como judeu cumprindo o chamado irrevogável de D’us e os gentios devem viver como gentios, mas livres quanto ao cumprimento de qualquer lei judaica. Esta é uma das características adotadas na Igreja primitiva que funcionou sob o prisma judaico até o século quarto, quando o domínio de Roma avocou para si a difusão das boas novas de Yeshua e de seus discípulos sobre o nome de uma religião não mais judaica, adotando o nome de Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, o primeiro ramo do chamado, então, cristianismo, do qual séculos mais tarde daria outras ramificações decorrentes da reforma protestante. _____________________ Glossário de Termos Judaicos Deste Artigo Midrash judaica constitui da técnica hermenêutica de correlacionar textos segundo o pensamento e contexto judaico em vários níveis de interpretação. Lucas 2: 22 Yod [ y]: Menor letra do alfabeto hebraico, correspondente a letra “ i ” no alfabeto romano. Til, corresponde a um pequenino segmento de traço que diferencia letras semelhantes. Ex: d e r (“d” e “r”). Miniam: Em toda sinagoga há o chamado miniam que é composto por 10 membros idôneos, sem os quais nenhuma cerimônia ou celebração pode ser realizada. Talit: manto de uso diário, também chamado de chale de oração em formato retangular que possui quatro franjas em cada canto. Os oito fios ( Tsitsitot )que compõem cada franja são trançados através de sete nós. O uso do talit está ordenado em Nm 15:37-41, como estatuto aos filhos de Israel. Kipá: também conhecido como solidéu que cobre a cabeça dos homens como símbolo de submissão e dependência de D’us. Shemá: oração recitada várias vezes ao dia por um judeu. Corresponde ao texto da Torá (Dt 6:4). Serviço da Torá – Realizado em todas as manhãs de sábado nas sinagogas, quando se lê a porção da Torá (Parashá) e trechos dos livros dos profetas (Haftará) |
Shabat, Sinal de Redenção!
sentido de cessar e 11 vezes no sentido de descansar. Uma referência ao 7º dia semanal, que no calendário bíblico acontece entre o pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado no calendário ocidental. A primeira ocorrência do Shabat na Bíblia está no livro de Gênesis, quando D’us descansa de tudo que criou neste dia.
“E, havendo D’us terminado no dia sétimo a sua obra que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou D’us o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que como Criador, fizera” (Gn 2:2).
Mas, por que D’us descansou neste dia? Que propósito Ele tinha nisto? O Sábado é ainda aplicado para os judeus? E aos não-judeus crentes? Estas perguntas serão respondidas nesta exposição. A Proposta Original Depois de D’us ter manifestado toda a ordem no Éden, todo o cenário para a manifestação de sua criação, então, definitivamente ele cria o homem, que seria o centro do Éden. Este homem teria autoridade para dominar sobre a criação (Gn 1:28), esta autoridade seria dada por D’us. Então, D’us cria o mundo em 5 dias e no 6º dia Ele cria o homem, lhe dá autoridade e declara que tudo era muito bom! (Gn 1:31).
Finalmente, Ele descansa no 7º dia (2:1-3). O processo é lógico, D’us criou o homem para descansar com Ele neste 7º dia, na verdade este 7º dia seria eterno, nunca deveria cessar, D’us cria um mundo em ordem, para estabelecer o homem em um paraíso de perfeição utópica e finalmente para descansar com Ele. Na verdade nunca haveria uma “segunda-feira” ou um ciclo de 7 dias para o homem. D’us não criou o homem originalmente para labutar ou trabalhar, antes para Reinar, Dominar e descansar com a criação. O Shabat é um símbolo de plenitude, de perfeição sem limites, de comunhão e harmonia da criatura com o Criador.
Onde o pecado é inexistente, onde a submissão do homem ao Seu D’us é precisa e a autoridade do homem sobre a criação é absoluta. A Perda do Descanso Quando o homem pecou (Gn 3.1 e seg.), ele renunciou o descanso providenciado por D’us, as conseqüências por causa da rebelião do homem foram seriíssimas. Agora vítima do afastamento de D’us, o homem se vê completamente alienado do eterno descanso proposto por seu Criador. Por esta razão D’us disse: “... maldita e a terra por sua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra...” (Gn 3:17-19).
Aqui o homem perde seu acesso ao descanso de D’us, se vê excluído deste 7º dia eterno, onde um homem eterno poderia viver com seu Criador em perfeita harmonia. Agora não! Agora ele é vítima de sua própria desobediência, escravo de seu esforço e vítima da morte. D’us criou o homem para: Dominar a criação, ter vida eterna, desfrutar da criação e descansar. Com o pecado o homem é vítima da criação – produz abrolhos (3:18) – amaldiçoa a terra, trabalha para adquirir o sustento e perde a vida eterna – “até que tornes à terra” (v.19). Guardiões do Descanso D’us então forma a nação de Israel, uma nação sacerdotal (Ex 19:6), que exerce função representativa perante D’us. Israel é um princípio de representação das nações perante D’us, assim como o sacerdote de Israel representava a nação perante o YHVH, o povo judeu é uma representação sacerdotal das nações perante D’us. Cumpre também uma função sacerdotal de preservar certos sinais para a redenção. Poderíamos citar vários sinais escatológicos preservados pelo povo de Israel, sejam dentro da Bíblia ou até mesmo extra-bíblicos. Porém, um dos principais sinais preservados por este povo se chama “SHABAT”.
“Guardarão, pois, o Shabat os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia ele descansou, e restaurou-se” (Ex 31:16 e 17 – Almeida C.F.T.O.). Para Israel o Shabat é: 1) Um dia para ser ‘guardado’; 2) Um dia para ser ‘celebrado’; 3) Uma herança “pelas gerações”; 4) Aliança ou Pacto perpétuo (para sempre); 5) Um Sinal 6) ... que aponta para o descanso do Éden – “porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimos dia ele descansou...” (v.17).
O Shabat foi dado a Israel – lembre-se da função sacerdotal – para que fosse um sinal, um testemunho para às nações, pois o Shabat aponta para o dia em que D’us descansou com o homem no sétimo dia. E aponta para um dia em que D’us devolverá este descanso para a humanidade. Interessante notar que a palavra sinal que ocorre neste versículo, a palavra ôt, pode ser traduzida como: sinal, marca de distinção, aviso, memorial, sinal miraculoso ou prova. Na verdade o Shabat é uma marca de distinção, porque convoca a humanidade para ser santa, porque só os santos terão acesso ao descanso de D’us.
Também é um aviso, pois anuncia o descanso eterno reservado para os santos quando da redenção da criação. Também um milagre e uma prova, pois Israel tem sido preservado por D’us através do Shabat por quase 3000 anos, para que sirva de testemunho para as nações como um milagre de preservação. Redenção do Descanso sobre a Terra Israel vem profetizando desde sua existência este descanso. Ele não era só semanal, era também anual, como o ano sabático, a cada 7 anos havia descanso na terra. Vejamos este texto: “No sétimo ano a terra terá o seu descanso...” (Lv 25:4). Se conectarmos este texto com o texto de Gênesis 3:17: “... a terra é maldita por tua causa...” entendemos perfeitamente o motivo deste descanso da terra no sétimo ano. Existe uma relação original do homem com sua matéria prima – a terra ou em hebraico Adamá.
O descanso da terra era um sinal que conectava o dia em que a terra desfrutava do Shabat, apontando para um dia em que a terra desfrutará do descanso. Pois, se tornara maldita por causa do pecado, porém existe uma promessa de redenção para a criação ou a terra: “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de D’us. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de D’us” (Romanos 8:19-21).
A criação é uma vítima do pecado, ela mesma aguarda a revelação dos filhos de D’us. Pois ela está sujeita à banalidade (vaidade ou nulidade no gr. mataióteti) não por escolha mas, por causa do homem, conforme as próprias palavras de D’us para Adão. D’us está sempre trabalhando para restituir o descanso para a humanidade, em todo o tempo! O Senhor do Shabat Yeshua (Jesus) surge no cenário escatológico, como o Senhor do Shabat, como aquele que vem para restaurar o verdadeiro sentido do 7º dia. Alguns fariseus estavam dificultando a prática deste dia maravilhoso, estavam pondo jugo sobre um dia de restauração, um dia de júbilo e vida. Quando Yeshua curava um doente no Sábado, ele estava tentando demonstrar para seus ouvintes, que o Shabat aponta para a vida plena no paraíso.
Quando uma pessoa é curada, ela tem sua vida prolongada, recebe uma porção à mais de vida. Uma cura no Sábado era um sinal que apontava para a essência, para o verdadeiro sentido do Shabat, a vida plena! Por isto Yeshua disse: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. De sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Marcos 2:27 e 18). Na verdade Yeshua está fazendo uso de um grande ditado judaico, que nos foi preservado pelo Midrash Mechilta que diz de forma similar: “O sábado vos foi dado, não vós ao sábado” (Melchita 103b). Yeshua não feriu nenhum princípio da Torá quando curava no Shabat ou quando colhia espigas com seus discípulos, Ele baseava em um princípio que estava fundamentado na tradição do povo judeu e principalmente na Torá, quando diz:
“Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros” (Ex 31:14). Não ao contrário! Esta frase de Yeshua deixa claro que Ele como Segunda Adão (Rm 5) veio para restaurar o senhorio do homem sobre o Shabat, sobre o descanso reservado por D’us, o Éden! Restaurando o verdadeiro sentido deste dia, libertando o Shabat do legalismo. Entremos em seu descanso Agora no Messias, temos acesso a Seu descanso. Nos tornamos novas criaturas, de certa forma, quando cremos no Messias voltamos a realidade do Éden antes da queda, entramos finalmente no descanso Dele. Seguindo este raciocínio o autor de hebreus escreveu:
“Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria posteriormente, a respeito de outro dia. Portanto, resta um SHABATON para o povo de D’us. Porque aquele que entrou no descanso de D’us, também ele mesmo descansou de de suas obras, como D’us das Suas. Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso...” (Hebreus 4:8-11). Este texto incrível, preserva a palavra SHABATON (gr. sabaton).
Nas bíblias em português é traduzida como descanso – simplesmente. Porém, algumas versões mais sinceras se preocupam em colocar uma nota de roda-pé citando a tradução original ano sabático. O que temos que ter em mente, é que através do Messias, temos maravilhoso acesso ao descanso que Ele nos proporciona. Se, estamos livres do pecado, voltemos à realidade do Éden, ouvimos a voz de D’us, o descanso retorna, nosso trabalho não é mais um jugo, e temos de certa forma, autoridade sobre a criação. Obviamente, esta redenção ou este descanso não foi plenamente manifestado, o que só acontecerá com a ressurreição, o que Paulo chama de ‘revelação dos filhos de D’us’ (Rm 8).
Restituição do Shabat Quando o salvo no Messias, entra nesta realidade do descanso de D’us, ele poderá desfrutar com júbilo do descanso eterno. Temos 7 dias, 7 anos, 7 X 7 anos (ou seja 49) ou seja o Jubileu e finalmente um ciclo de 7 milênios, onde no 7º o Messias descansará conosco. Apocalipse descreve um tempo, em que o Messias reinará por mil anos, o chamado milênio. Porém, não há nenhuma referência clara no Tanach (A.T.) deste período messiânico ter um tempo exato de 1000 anos. João não foi o primeiro a perceber isto, apesar de não encontrarmos referência clara sobre este tempo numérico 1000 nas Escrituras, exceto em Apocalipse. Na tradição judaica já existia esta expectativa como encontramos preservada nos escritos do Zohar: “Nos dias da sexta parte do sexto milênio, os portais do conhecimento sobrenatural se abrirão no alto, enquanto embaixo abrem-se as fontes da sabedoria secular. Assim se iniciará o processo pelo qual o mundo se preparará para entrar no SÉTIMO MILÊNIO, O SHABAT” – (Zohar – Parashá Nôach – Noé).
O Reino Milenar do Messias, ainda não é todo o descanso de D’us. O Milênio é um descanso prévio para a manifestação do Shabat Eterno. A restituição do paraíso e do Shabat. Por isto, em Apocalipse 21 vemos a imagem gloriosa de uma Nova Jerusalém descendo do céu, preparada para os remidos, judeus e gentios. Um “Éden” preparado por D’us, um 7º dia eterno, onde finalmente a criação se alegrará com seu Criador pela eternidade. Pois mesmo nestes novos céus e terras, na verdade céus e terras renovados, celebraremos o Shabat, pois ele é PERPÉTUO! “... de uma Festa da Lua Nova à outra e de um Shabat ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim diz o Senhor...” (Isaías 66.23 – leia o v.22 [nos Novos Céus e Nova Terra]).
Finalmente a ordem é restabelecida.... “Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de D’us e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos... Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor D’us brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 22:1,2-5).
Observação final: Aos judeus foi confiada a missão de preservação deste dia, pois ele é um sinal, uma aliança perpétua com Israel. Porém, o Sábado tem implicações muito mais profundas, do que simplesmente separá-lo dentre seis dias. O Shabat é um sinal de redenção para a humanidade, um sinal de retorno ao Éden, ao paraíso prometido. O Shabat é um sinal de prisão para Satanás, pois no Milênio (O Shabat Milenar) Satanás é aprisionado. Se um não judeu celebrar o Shabat, como um sentido profético, aplicando-o nestes princípios ele não terá nenhum problema. Pois Yeshua disse que o Shabat é para o HOMEM, não disse JUDEU. O princípio de um descanso para a humanidade é universal.
“Aos ESTRANGEIROS que se chegam ao Senhor, para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o Sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meus santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração” (Isaías 56.6). Alguns dizem que este texto se aplica ao Reino Milenar ou ao final dos tempos, quando as nações subirão à Sião. Porém, percebo que este texto é perfeitamente aplicável à não-judeus.
A Benção Sacerdotal
Por Sarah Hochman Bamidbar (Números) cap. 6:24-26
"O Eterno te abençoe e te guarde." Yevarechecha Adonay Veyishmerecha.
Faça o Eterno resplandecer seu rosto sobre ti, e te agracie. Ya’er Adonay Panav Eleycha Vichunecha
Tenha o Eterno misericórdia de ti e ponha em ti a paz.
Yissa Adonay Panav Eleicha Veyassem Lecha Shalom.
Yevarechechá (Ele te abençoará) / Veyishmerêcha (E Te guardará em todos os teus caminhos. Também refere-se à proteção contra o yêtser hará: "a má inclinação").
Yaer ("Que a face de D’us brilhe sobre ti" – ELE te Iluminará – a Graça e a bondade dEle estará sobre ti) / Vichunêcha (Te instruirá, trazendo em tua vida entendimento, sabedoria e discernimento).
Yissá Adomai Panav Eleicha (o Senhor volte o Seu rosto para ti – aceite a tua oração e corresponda com Sua Benção) / Veyassêm lechá shalom (E te dará a Paz. Todas as bênçãos são concluídas com "paz", pois não é possível desfrutar de qualquer bênção, a não ser que a pessoa esteja em paz).
Abençoar no hebraico é Levarech que significa: dotar de um poder benéfico, conceder poder à alguém para ser bem sucedido e próspero, bendizer, presentear, agraciar.
Alguns sábios judeus diziam que a palavra hebraica "bracha" (benção), se origina da palavra "brecha", que significa "jorrar, brotar ou fluir".
D´us fez o mundo de modo que sua capacidade de fluir sua graça, dependa das ações das pessoas, e que Suas contínuas bênçãos fluam somente se estas forem utilizadas construtivamente, e não se forem empregadas num comportamento destrutivo.
Assim, o Eterno D´us está querendo sempre nos inundar com tremendas bênçãos, mas podemos estar amarrando as Suas mãos ao nos tornarmos indignos de recebê-las. Isto significa que cada ação negativa que praticamos, acarretamos duas consequências negativas. Primeiro, estão as consequências do próprio ato (pecados).
Segundo, uma ação negativa nossa, frustra o desejo de D´us em nos abençoar e realizar seu propósito em nossa vida.
Também fomos chamados para sermos canais de benção neste mundo.
D´us nos mostra que abençoar tem um sentido muito amplo e benéfico e que precisa ser mais praticado, e temos o dever de fazê-lo, como filhos e servos, de abençoar as pessoas do mundo, até mesmo os não-redimidos. Exemplo disso foi a do Patriarca Jacó, que abençoou o "grande" Faraó! (Gn 47:7).
O Mashiach Yeshua abençoava a todos, indistintamente, redimidos ou não. E ao enviar os discípulos de casa-em-casa, investiu-lhes da mesma autoridade e ordenou-lhes que abençoassem os habitantes das casas que seriam visitadas (Lc 10:1-12, Mt 10:12-13).
Os discípulos de Yeshua também enfatizaram a necessidade da bênção orientando: "Abençoai..., e não amaldiçoeis. Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens... tende paz com todos os homens..." (Rm 12:14,17,18).
Uma outra palavra hebraica para designar bênção é Chesed.
Chesed quer dizer o amor leal de D´us e a Sua bondade para conosco. Esta palavra cheia de amor podem ser encontradas no livro de Rute cap. 2:4, quando Boaz abençoa os seus funcionários com "O Senhor esteja convosco." ao que eles respondem "Que D´us lhe abençoe", e no mesmo cap. 2:19-20 e cap.3:10. Naomi abençoa Rute e Boaz, Boaz abençoa Rute.
Portanto devemos abençoar a todos, ministrando palavras abençoadas com o coração sincero (isso também se refere aos nossos inimigos, pois a nossa benção sobre eles, cancela o decreto do maligno sobre nossas vidas e na deles).
Deveríamos desenvolver com mais intensidade o hábito de abençoar, e desta maneira, estaremos revelando às pessoas do mundo, a compaixão, a misericórdia, o amor e bondade de D´us. Afinal, fomos chamados para sermos luz no mundo. "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5:16).
Quem é Yeshua?
Yeshua(Jesus) viveu sobre a face da terra, mas a pergunta real é levantada sobre qual realmente era a sua identidade.
Quase que em todas as religiões ele é tratado como um profeta, um justo, rabino, ou bom professor, mas a problemática é levantada quando as escrituras nos revelam que ele era muito mais do que isto.
Muitos judeus costumam declarar de que Ele até poderia ser um excelente mestre, mas se levarmos em consideração suas palavras, as palavras de Yeshua, como homem, seriam as palavras de um mestre louco e não de um bom mestre. Se considerarmos suas palavras poderemos chegar a duas conclusões, ou ele seria o Filho de Deus, ou um louco que fala por um espírito maligno.
Você poderá rejeitá-lo, ofende-lo e considerá-lo um louco, mas considerá-lo apenas um bom mestre ou rabino respeitado é loucura, pois não nos resta menos do que nos dobrar-mos diante dELE e declararmos MEU SENHOR e MEU DEUS.
Então vejamos aqui o que foi que Yeshua falou a respeito de si próprio:
João 10:30
Eu e o Pai(Deus) somos UM.
Pode ser que está não é uma afirmação de que ELE é Deus, porém veja o que os judeus de então responderam a ele.
João 10:33
Não te apedrejaremos por ter feito uma de tuas boas obras e sim por ter blasfemado contra os céus e por em sendo homem se fizeste DEUS.
Os fariseus(Prushim) compreenderam que em suas declarações de que Ele se dizia "Sou Deus" e Yeshua nunca os consertou dizendo "Não sou Deus".
Em João 8:58 Yeshua faz uma outra declaração que confirma esta palavra:
Em verdade, em verdade vos digo que antes de Abraão existir EU SOU.
E novamente em resposta a esta declaração os judeus erguem pedras para apedrejá-lo e em João 8:59 ele declara: EU SOU O QUE SOU.
Esta declaração liga-lo diretamente ao nome de Deus. Onde Deus se revelou a Moisés no livro de Exodo 3:14.
Será que eles não acreditavam de que o que ele declarava era blasfêmia ao declarar-se Deus? Em João 1:1 está escrito: E a Palavra Estava com Deus. No versículo 14 diz: E a Palavra se tornou Carne. Este texto nos revela de que Yeshua era Deus que se tornou Carne. Em João 20:28 Tomé o declarou: Meu Senhor e Meu Deus. E Yeshua não o corrigiu. Em Titos os Mestre e Apótolo Paulo declarou: O Nosso Grande Deus e Messias Yeshua. Tito 2:13.
Pedro em I Pedro 1:1 declarou: O Nosso Deus e Nosso Salvador Yeshua Nosso Messias.
Em Salmos o próprio Deus é testemunha da identidade do Mashiach como Deus:
Em Isaías, o profeta declara a divindade do Messias. Isaías 9:6:
Por que uma criança nos nasceu e um filho se nos deu e sobre os seus ombros a Autoridade e será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso e Ministro da PAZ.
Diante de afirmações tão poderosas das escrituras a conclusão que chegamos é absoluta, Yeshua é 100% Homem e 100% Deus, o Primogênito dos Vivos pelo qual podemos alcançar perdão e salvação e crendo em sua ressurreição alcançamos a redenção eterna.
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